Sohlberg pede provas que confirmem ou afastem as suspeitas
A carta ao diretor do Shin Bet, David Zini, é datada de 28 de outubro. Sohlberg solicitou provas capazes de confirmar ou refutar as suspeitas, reconhecendo expressamente que não podia avaliar sua consistência. Para ele, a possível atuação de agentes estrangeiros contra os interesses de Israel exige investigação.
O juiz pediu os resultados disponíveis em aproximadamente uma semana, devido aos prazos para recursos eleitorais. A carta não identificou países nem partidos. Portanto, não confirma automaticamente os detalhes divulgados posteriormente pela imprensa.
Valores e destinatários ainda não foram estabelecidos
O Ynet informou que as suspeitas envolvem dezenas de milhões de shekels do Catar para influenciar o voto em comunidades árabes. O Jerusalem Post também citou a Turquia como possível origem. O valor, os beneficiários e o uso dos recursos não foram demonstrados publicamente.
Alguns relatos descreveram informações de inteligência consistentes, enquanto outras autoridades informadas sobre o caso indicaram um alcance menor. O diretor-geral interino da comissão, Dean Livne, falou em dados sensíveis e sigilosos que precisam ser examinados. Em esclarecimento divulgado em 30 de outubro, afirmou que a investigação não se refere a uma comunidade específica nem afetará os resultados enviados ao presidente.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari, negou em 29 de outubro qualquer interferência ou financiamento destinado a influenciar o resultado. Tanto a negativa quanto as acusações devem ser diferenciadas de uma conclusão da investigação.
O que mostram as 1.183 denúncias do Likud
Sagi Keizler, responsável pela integridade eleitoral do Likud no setor árabe, afirmou que o partido apresentou 1.183 denúncias. Segundo o CTech, o detalhamento inclui 38 suspeitas de suborno, 25 alegações de intervenção policial indevida, 66 relatos de violência ou ameaças, 115 suspeitas de voto duplo e 408 denúncias de extração de dados de eleitores.
Essas categorias somam 652, deixando 531 sem explicação no detalhamento publicado. Os números representam denúncias partidárias, não crimes comprovados. A polícia declarou não ter elementos investigativos ou de inteligência que sustentem as acusações gerais de fraude sistemática, mas afirmou que examinará suspeitas de crimes.
Prisões separadas e reações políticas
Três suspeitos foram presos no Neguev na madrugada de 27 de outubro, antes que os supostos pagamentos chegassem aos locais de votação, segundo a polícia. Foram encontrados dinheiro e cédulas do Ra'am; um suspeito alegou que os envelopes continham doações do Movimento Islâmico para famílias necessitadas. Outras quatro prisões ocorreram em 29 de outubro, sem ligação demonstrada com o financiamento estrangeiro.
O líder do Ra'am, Mansour Abbas, negou envolvimento e prometeu colaborar. Bezalel Smotrich exigiu o interrogatório de dirigentes de partidos árabes, enquanto Avigdor Liberman pediu esclarecimento rápido dos fatos. O Yashar, partido de Gadi Eisenkot, apoiou uma investigação rigorosa e rejeitou tentativas políticas de alterar a data de posse do Parlamento.
Contagem concluída, publicação formal pendente
Segundo o anúncio da comissão sobre a contagem concluída, reproduzido pelo Calcalist e pelo i24NEWS, o bloco de Netanyahu tem 53 cadeiras, o de Eisenkot 48 e os partidos árabes 19. Nenhum dos dois primeiros alcança a maioria de 61 entre 120 assentos. Os números ainda estão sujeitos a verificações e publicação oficial.
Os resultados oficiais devem ser entregues ao presidente Isaac Herzog em 4 de novembro, também prazo final para publicação no diário oficial. Depois, Herzog consultará as bancadas; a nova Knesset deve tomar posse em 10 de novembro. O Shin Bet apresentará suas conclusões a Sohlberg, mas mudar os resultados exige procedimento jurídico e provas, não apenas a abertura de uma investigação.