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Política e Diplomacia

Lahav 433 assume investigação sobre suspeita de suborno eleitoral no Neguev após três prisões

Dinheiro e cédulas do Ra'am foram apreendidos em buscas no sul de Israel. A polícia suspeita que estavam sendo preparados pagamentos a eleitores, enquanto o partido afirma que sua campanha foi escolhida como alvo.

Ilustração conceitual de uma pasta, envelopes, notas e uma urna sobre uma mesa com vista para o Neguev.
Pasta, envelopes e urna · Aviso

O Lahav 433, a unidade nacional israelense de combate a crimes graves, assumiu uma investigação sobre suspeita de suborno eleitoral no Neguev depois que a polícia prendeu três pessoas e apreendeu dezenas de milhares de shekels.

Os investigadores acreditam que o dinheiro poderia ser distribuído a moradores em troca de votos no Ra'am nas eleições parlamentares de terça-feira. O partido árabe islamista contestou a operação policial e apresentou uma queixa ao Comitê Eleitoral Central pelo que descreve como interferência em sua campanha.

Envelopes com dinheiro ao lado de cédulas eleitorais

Os três suspeitos são das regiões de Segev Shalom e Ar'ara, no Neguev. Investigadores do Distrito Sul os prenderam durante a noite após receber informações sobre uma possível tentativa de pagar por votos em comunidades beduínas.

Segundo a polícia, buscas nas casas dos suspeitos revelaram envelopes com dinheiro, cédulas do Ra'am e outros materiais que podem estar relacionados aos crimes investigados.

O relato inicial descreveu a quantia apreendida como dezenas de milhares de shekels, sem informar o valor exato. Os investigadores suspeitam que os envelopes haviam sido preparados para distribuição aos eleitores.

A questão central do caso é o que esse dinheiro deveria comprar: a polícia apura se ele havia sido separado como pagamento em troca de apoio eleitoral.

Ra'am leva sua queixa às autoridades eleitorais

A resposta do Ra'am se concentrou na maneira como a operação foi conduzida e em seus efeitos sobre a campanha do partido.

"Eles nos colocaram na mira", declarou o partido.

Na queixa ao Comitê Eleitoral Central, o Ra'am denunciou tentativas de obstruir sua atividade eleitoral. O partido também identificou os detidos como seus ativistas e afirmou acreditar que alguém o havia escolhido deliberadamente como alvo.

Essas contestações ocorrem enquanto a investigação criminal prossegue. O relato policial descreve suspeitas sobre pagamentos planejados, e não uma conclusão de que votos tenham sido comprados.

O partido que aparece nas cédulas

Ra'am é a abreviação em hebraico de Lista Árabe Unida, o partido liderado por Mansour Abbas. Suas origens estão no ramo sul do Movimento Islâmico em Israel, e sua formação religiosa está associada a posições sociais conservadoras.

O partido se tornou um participante importante da política de coalizões israelense em 2021. Após as eleições daquele ano, integrou a aliança governista liderada por Naftali Bennett e Yair Lapid, tornando-se o primeiro partido árabe independente a participar formalmente de uma coalizão de governo.

Nas eleições parlamentares seguintes, em 2022, o Ra'am conquistou cinco cadeiras.

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