Ir para o conteúdo
Mundo judaico

CSU aprova resolução que rejeita concessões diante do antissemitismo

A CSU alemã aprovou em seu congresso em Munique, em 23 de outubro de 2026, uma resolução que rejeita concessões diante do antissemitismo e exige o mesmo exame crítico dos radicalismos de esquerda e direita. O documento também pede provas antes de classificar alguém como extremista e diferencia críticas ao Estado de oposição à democracia.

Composição conceitual de estrela de Davi metálica e pasta em sala de assembleia vazia, sem representar o congresso da CSU ou um acontecimento real
Compromisso público contra o ódio · Aviso

Um compromisso formal do partido

A resolução foi adotada após o discurso do presidente da legenda, Markus Söder, segundo o comunicado da CSU sobre o congresso. O partido publicou a íntegra do texto, dedicado à defesa da democracia e da liberdade e à construção do futuro. Isso permite avaliar o compromisso além das declarações feitas no palco.

A União Social Cristã é a parceira bávara da União Democrata Cristã na aliança conservadora alemã. A resolução estabelece uma posição partidária. Não é uma nova lei, uma decisão judicial ou uma ordem obrigatória para a polícia, e não cria outro tipo de crime.

O documento começa com um compromisso contra o antissemitismo, o racismo e as violações da dignidade humana. Define o pertencimento à sociedade pelo respeito à ordem jurídica, pela responsabilidade e pelos valores comuns, e não apenas pela origem. A proteção dos judeus aparece, assim, dentro de uma concepção mais ampla de cidadania e igualdade.

O mesmo critério para diferentes campos

A referência mais explícita ao antissemitismo está na discussão sobre partidos radicais. O texto afirma que a esquerda radical merece o mesmo escrutínio aplicado à direita radical e acrescenta que não cabem concessões diante do antissemitismo. A identidade política não oferece uma exceção à regra anunciada.

O documento também estabelece um limite diante do extremismo islamista, além das ameaças vindas da esquerda e da direita. Os critérios declarados são dignidade humana, Estado de Direito e ordem democrática. A hostilidade contra judeus não é reduzida ao conflito no Oriente Médio ou a uma única comunidade de imigrantes.

Outro trecho afirma que a CSU não formará maiorias à custa de seus princípios nem dará legitimidade a extremistas. A orientação trata de cooperação e conduta políticas. Seu efeito concreto dependerá das decisões posteriores do partido; a aprovação não demonstra, sozinha, uma mudança nas condições fora do congresso.

Firmeza acompanhada de provas

A resolução inclui uma ressalva explícita contra rótulos indiscriminados. Uma opinião contundente não é necessariamente extremista, e uma crítica ao Estado não é automaticamente antidemocrática. A avaliação proposta considera objetivos, declarações e ações, com a exigência de uma base factual.

Essa distinção estabelece limites para acusações no debate público. O documento não oferece uma nova definição jurídica de antissemitismo nem decide como classificar cada crítica à política israelense. Combina um compromisso político com a obrigação de fundamentar afirmações sobre pessoas.

Em relação à AfD, a CSU rejeita a cooperação, mas também se opõe à abertura de um processo para proibir o partido. Cita barreiras jurídicas, duração imprevisível e o risco de lhe conceder uma suposta condição de mártir. São avaliações da CSU, não conclusões judiciais sobre a legalidade da AfD.

O contexto da relação com Israel

A resolução vem após uma declaração separada do porta-voz parlamentar de política externa da CDU/CSU, Jürgen Hardt, em 5 de outubro de 2026. Hardt defendeu o apoio alemão à segurança de Israel diante de ameaças terroristas e a continuidade da aproximação com países muçulmanos pelos Acordos de Abraão.

A mesma declaração apoiou uma perspectiva política para os palestinos que não ameaçasse Israel e criticou a política de assentamentos. Esse contexto mostra que apoiar a segurança israelense não significa endossar todas as decisões de seu governo. Os textos têm datas, órgãos emissores e naturezas diferentes.

A novidade é uma resolução detalhada que une a rejeição do antissemitismo em diferentes campos políticos à exigência de provas. Ela não anuncia novas estatísticas criminais nem recursos adicionais de proteção. Estabelece um parâmetro público pelo qual a conduta futura do partido poderá ser avaliada.

Voltar às últimas notícias

Escolha quais conteúdos opcionais este site pode carregar. Você pode alterar isso a qualquer momento pelo link Configurações de cookies no rodapé da página.

Necessários

Lembra suas escolhas de cookies e acessibilidade neste navegador. Sempre ativo.

Permite o carregamento de ferramentas de medição de audiência, se o site as utilizar.

Permite carregar conteúdo de outros serviços, como publicações incorporadas de redes sociais. Esses serviços podem definir seus próprios cookies.

Este site exibe anúncios do Google AdSense. Com sua permissão, o Google pode usar cookies para mostrar anúncios de acordo com seus interesses. Sem ela, você verá anúncios não personalizados.

Acessibilidade

Tamanho do texto 100%

As configurações são salvas neste navegador.