Em anúncio de 20 de outubro, Sa’ar disse que o secretário-geral do Fórum, Baron Divavesi Waqa, o informou de que os líderes da região aprovaram a candidatura israelense durante a reunião em Palau. A aceitação continua atribuída ao anúncio israelense: as fontes examinadas para este texto não incluíam um comunicado separado do Fórum que identificasse Israel.
Segundo reportagem da Reuters, o ministério israelense descreveu o arranjo como participação na vertente de parceria setorial do Fórum. Essa condição é diferente da adesão plena à organização regional.
O que Sa’ar anunciou
Sa’ar afirmou que apresentou o pedido durante sua visita a Fiji, em junho. O anúncio relaciona essa solicitação à decisão posterior dos líderes em Palau, mas não informa o dia exato em que foi aprovada.
O Fórum reúne 18 países e territórios do Pacífico, incluindo Austrália, Nova Zelândia, Fiji, Papua-Nova Guiné e vários Estados insulares menores. Sua apresentação institucional informa que os líderes decidem por consenso e que o Secretariado coordena políticas e iniciativas regionais acordadas.
A parceria externa anunciada não tornaria Israel o 19º membro do Fórum. A distinção é essencial para compreender o alcance da novidade.
As áreas previstas para a cooperação
O ministério listou gestão da água, dessalinização, agricultura, adaptação às mudanças climáticas, inovação e desenvolvimento sustentável como áreas em que Israel poderia contribuir.
São campos propostos para cooperação, não uma lista de projetos concluídos. O material disponível para esta reportagem não comprovou a existência de um pacote de projetos assinado, de uma dotação financeira ou de um cronograma de execução.
Sa’ar disse que Israel e o Fórum prepararão um plano de ação conjunto e um mecanismo de acompanhamento de sua implementação. Esse processo definiria como o marco diplomático será traduzido em atividades específicas e como o progresso será avaliado.
O próximo passo é um plano de ação
O anúncio ocorre após a ampliação da presença diplomática israelense no Pacífico. Sa’ar citou a embaixada em Fiji, que, segundo ele, também atende outros nove países insulares, e as embaixadas abertas em Jerusalém por Papua-Nova Guiné, Fiji e Nauru.
Essa aproximação diplomática oferece contexto para o pedido. Não comprova que todos os integrantes do Fórum assumiram novos compromissos políticos com Israel ou concordaram em apoiá-lo em votações internacionais específicas.
As próximas informações relevantes serão as condições confirmadas da parceria e o conteúdo do plano de ação: quais atividades serão acordadas, quem as executará e quais recursos serão comprometidos. O anúncio aponta a direção pretendida; os detalhes de implementação ainda precisam ser publicados.
Para acompanhar outras iniciativas diplomáticas, leia a reportagem sobre a abertura da embaixada da Colômbia em Jerusalém.