Ir para o conteúdo
Política e Diplomacia

Israel condena aprovação líbia do memorando marítimo com a Turquia

O Ministério das Relações Exteriores de Israel condenou, em 21 de outubro, a aprovação de um memorando marítimo com a Turquia pela Câmara dos Representantes da Líbia. Segundo a pasta, o acordo viola os direitos soberanos de aliados próximos de Israel na região.

Ilustração editorial de uma pasta diplomática, uma bússola marítima e bandeiras da Turquia e da Líbia junto ao Mediterrâneo.
Disputa marítima no Mediterrâneo · Aviso

A reação veio após a votação de 20 de outubro, quando o Parlamento sediado no leste da Líbia apoiou o documento ao qual antes se opunha. A Turquia comemorou a mudança e defendeu que o memorando está de acordo com o direito internacional e o princípio da equidade.

O documento é de 2019. A novidade desta semana é a mudança de posição do Parlamento líbio, seguida de novas objeções diplomáticas sobre reivindicações marítimas concorrentes no Mediterrâneo Oriental.

Parlamento líbio muda de posição

Em comunicado oficial, a Câmara afirmou ter aprovado por unanimidade o memorando sobre jurisdição marítima assinado pela Turquia e pelo antigo Governo de Acordo Nacional da Líbia. O texto não apresentou uma contagem numérica dos votos.

O Parlamento também anunciou a revogação de duas decisões de 2020: uma que rejeitava a aprovação dos memorandos firmados com a Turquia e outra referente ao rompimento das relações políticas com Ancara. A votação altera, portanto, decisões parlamentares anteriores, além de apoiar o documento marítimo.

A distinção institucional importa em um país com administrações rivais no leste e no oeste. O acordo original foi celebrado pelo Governo de Acordo Nacional, sediado em Trípoli; a aprovação recente partiu da Câmara instalada no leste.

Por que Israel e seus parceiros se opõem

O ministério israelense afirmou que o memorando viola os direitos de seus aliados e acusou a Turquia de desestabilizar o Mediterrâneo Oriental. Essas são as avaliações jurídicas e diplomáticas apresentadas por Israel.

Grécia, Chipre e Egito se opõem há anos ao arranjo marítimo. A controvérsia envolve reivindicações sobre áreas no mar e os direitos associados, incluindo exploração de recursos energéticos. A mudança parlamentar reacende a disputa sem resolver as posições conflitantes.

Em dezembro de 2019, o Conselho Europeu afirmou que o memorando infringia os direitos soberanos de terceiros Estados, contrariava o direito do mar e não poderia produzir efeitos jurídicos para esses países. Essa é a posição documentada de 2019, não uma nova decisão europeia desta semana.

Ancara sustenta a posição oposta. Seu Ministério das Relações Exteriores afirmou que o memorando protege os direitos e interesses mútuos da Turquia e da Líbia e aprofunda a cooperação entre elas.

Um acordo antigo, com consequências contestadas

O registro de tratados da ONU indica a assinatura em 27 de novembro de 2019, a entrada em vigor em 8 de dezembro e o registro em 11 de dezembro. O registro documenta o instrumento; não representa aprovação das reivindicações marítimas pela ONU.

A votação e as declarações recentes não comprovam mudanças imediatas no acesso à navegação, na produção de energia ou nas obras de cabos elétricos. Uma consequência desse tipo exigiria evidências específicas sobre o projeto ou a operação envolvida.

A disputa acrescenta contexto às relações de Israel com Grécia e Chipre, incluindo a recente cooperação parlamentar. A conexão elétrica regional planejada é abordada separadamente no texto sobre o pedido de licença para estudar o trajeto do cabo.

Voltar às últimas notícias

Escolha quais conteúdos opcionais este site pode carregar. Você pode alterar isso a qualquer momento pelo link Configurações de cookies no rodapé da página.

Necessários

Lembra suas escolhas de cookies e acessibilidade neste navegador. Sempre ativo.

Permite o carregamento de ferramentas de medição de audiência, se o site as utilizar.

Permite carregar conteúdo de outros serviços, como publicações incorporadas de redes sociais. Esses serviços podem definir seus próprios cookies.

Este site exibe anúncios do Google AdSense. Com sua permissão, o Google pode usar cookies para mostrar anúncios de acordo com seus interesses. Sem ela, você verá anúncios não personalizados.

Acessibilidade

Tamanho do texto 100%

As configurações são salvas neste navegador.