Ir para o conteúdo

Escolha quais conteúdos opcionais este site pode carregar. Você pode alterar isso a qualquer momento pelo link Configurações de cookies no rodapé da página.

Necessários

Lembra suas escolhas de cookies e acessibilidade neste navegador. Sempre ativo.

Permite o carregamento de ferramentas de medição de audiência, se o site as utilizar.

Permite carregar conteúdo de outros serviços, como publicações incorporadas de redes sociais. Esses serviços podem definir seus próprios cookies.

Este site exibe anúncios do Google AdSense. Com sua permissão, o Google pode usar cookies para mostrar anúncios de acordo com seus interesses. Sem ela, você verá anúncios não personalizados.

Acessibilidade

Tamanho do texto 100%

As configurações são salvas neste navegador.

Economia e consumo

Grécia confirma pedido de estudos para cabo elétrico com ligação futura a Israel

O porta-voz do governo grego, Pavlos Marinakis, confirmou em 15 de outubro de 2026 que a Nexans pediu autorização para estudos e trabalhos do cabo elétrico entre Grécia e Chipre. A atividade começará após os procedimentos de aprovação, afirmou. Israel integra o plano regional, mas sua conexão prevista é um trecho separado.

Um navio lançador de cabos com uma grande bobina no convés ao nascer do sol no Mediterrâneo
Navio de cabos ao amanhecer · Aviso

A novidade envolve trabalhos preparatórios do Great Sea Interconnector, não um cabo operacional nem a confirmação de que os levantamentos já foram retomados. Segundo a entrevista coletiva do governo, a Nexans apresentou o pedido em nome da GSI. As pesquisas do fundo do mar devem ajudar a definir a rota entre Grécia e Chipre.

As autorizações vêm antes dos trabalhos

Marinakis apontou a necessidade de aprovações da EXAETH, comissão grega competente para permissões de pesquisa marítima, e da Guarda Costeira grega. Vinculou o início da atividade à conclusão dos procedimentos previstos. Protocolar o pedido não demonstra que essas autorizações já foram concedidas.

A Reuters informou em 15 de outubro que a solicitação pretende permitir a retomada dos levantamentos do leito marinho. Um pedido, uma licença aprovada e um navio começando a trabalhar são marcos diferentes. O anúncio confirma a primeira etapa, não uma data fixa de retorno nem estudos concluídos.

A distinção importa em um projeto que depende de decisões administrativas, além de engenharia. O calendário de construção não decorre automaticamente da data de um requerimento, e a operação comercial representa uma fase posterior.

Duas rotas que não devem ser confundidas

A Comissão Europeia descreve o trecho entre Creta e Chipre como uma ligação de 898 quilômetros. O plano regional inclui uma extensão até Israel, mas esse número não é a distância do cabo entre Chipre e Israel. O pedido relatado por Atenas envolve a conexão grega e cipriota.

Em atualização separada de 13 de agosto, a operadora grega de transmissão IPTO detalhou a ligação prevista entre Kofinou, em Chipre, e Hadera, em Israel. Indicou cerca de 324 quilômetros de cabo submarino, capacidade planejada de 1.000 megawatts e transmissão em corrente contínua de alta tensão de 500 quilovolts.

São especificações de projeto, não resultados de uma linha que já transporte eletricidade. As distâncias e os diferentes estágios não devem ser combinados para apresentar toda a rede regional como pronta.

Onde Israel entra na proposta

Hadera é o ponto israelense previsto no plano da IPTO. A conexão ligaria Israel ao sistema por Chipre, mas avançar na parte grega não resolve as decisões regulatórias e de investimento necessárias para a rota israelense.

A atualização de agosto relatou um pedido de aprovação de investimento aos reguladores cipriota e israelense. Ela documenta esse passo, não o resultado de todos os processos posteriores. Os 1.000 megawatts indicam potência, e não a quantidade anual de energia ou uma redução prometida nas contas de luz.

Para os consumidores israelenses, o projeto continua sendo uma possibilidade futura de infraestrutura. Sua importância potencial deve ser separada de afirmações sobre o início do serviço ou de uma economia específica para cada família.

Apoio diplomático não conclui um cabo

A Reuters descreveu objeções turcas relacionadas à área marítima e manifestações de apoio dos Estados Unidos ao avanço do projeto. Diplomacia, financiamento, licenças e construção são componentes diferentes. O apoio de um governo não resolve automaticamente as disputas nem substitui todas as permissões necessárias.

O anúncio de Atenas tem alcance mais delimitado: um pedido para colocar os levantamentos novamente no caminho de aprovação e execução. A relevância para Israel decorre do papel de Chipre na conexão regional planejada. O próximo passo citado por Marinakis é concluir os procedimentos de autorização, não começar a fornecer eletricidade a Israel.

Voltar às últimas notícias