Atualização sobre a falsa identidade religiosa
Em relatório publicado em 22 de outubro de 2026, o centro de pesquisa do CAM descreveu um personagem chamado Rabbi Shnickerdoodle, também conhecido como Rabbi Shnick. Os pesquisadores identificaram conteúdo aparentemente gerado por inteligência artificial, contas que o redistribuíam e presença em várias redes sociais. Uma atualização registra a notificação da Meta recebida no dia seguinte.
O CAM é a fonte da informação sobre a remoção. O relatório não apresenta um comunicado público separado da Meta com as contas atingidas e a extensão da medida. Não permite, portanto, concluir que toda a atividade acabou, que os responsáveis foram identificados ou que alguma responsabilidade jurídica tenha sido estabelecida.
Quando o personagem vira uma marca
Segundo o CAM, a figura foi associada à promoção de Shnick Coin e à venda de produtos de marca. A organização descreve o uso de roupas e símbolos religiosos judaicos em material baseado no estereótipo antissemita da ganância dos judeus. A denúncia trata da representação e do conteúdo, sem sugerir que um rabino verdadeiro tenha aprovado as publicações.
O relatório levanta uma preocupação sobre o incentivo comercial vinculado à circulação de antissemitismo. Não é uma decisão judicial que estabeleça fraude. Promover um produto com um personagem fictício, divulgar conteúdo antissemita e cometer um crime financeiro são questões diferentes, que exigem provas próprias. Este artigo não afirma que uma infração financeira tenha sido comprovada.
Pesquisas anteriores no Instagram e no TikTok
O relatório do CAM de março de 2026 examinou recomendações do Instagram entre 19 e 22 de março de 2026. Os pesquisadores também identificaram 12 personagens de rabinos que consideraram gerados por IA, com um total de 2,1 milhões de seguidores. A soma reúne seguidores de diferentes contas, não necessariamente pessoas distintas alcançadas pelas publicações.
Como a pesquisa analisou conteúdos recomendados, ela também levantou uma questão de distribuição: como usuários encontram figuras que não procuraram. Mas uma observação direcionada de contas e publicações não representa todos os usuários do Instagram. Ela não demonstra que todos receberam as mesmas recomendações nem que assistir ao conteúdo significava concordar com ele.
Em 5 de maio de 2026, o CAM publicou outra investigação, identificando 49 contas semelhantes no TikTok. A análise detalhada de quatro encontrou linguagem e narrativas recorrentes. Os pesquisadores argumentaram que a autoridade religiosa fabricada apresentava afirmações antissemitas como supostas admissões de figuras judaicas. Essa é uma interpretação do material, não uma prova de que rabinos reais fizeram aquelas declarações.
O que a remoção permite concluir
A atualização de 23 de outubro de 2026 descreve um resultado específico relatado pela organização. Ela não mede a redução posterior da exposição, não lista todas as contas restantes nem confirma medidas equivalentes em cada plataforma. A coordenação entre perfis também aparece como avaliação do CAM, não como conclusão anunciada pelas empresas.
Para o leitor que encontra esses vídeos, a distinção essencial é entre um personagem apresentado como rabino e uma pessoa identificável cujo papel e declarações possam ser verificados. Símbolos religiosos não autenticam identidades. A novidade é a notificação de remoção descrita pelo CAM; seu alcance completo e seus efeitos duradouros ainda não foram detalhados publicamente.