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Mundo judaico

Oito educadores recebem o Prêmio Global de Professores Judeus

Oito educadores de sete países receberam o primeiro Prêmio Global de Professores Judeus no Teatro de Jerusalém em 12 de outubro de 2026. Os organizadores reconheceram sua contribuição para a identidade judaica, os vínculos com Israel e a vida comunitária. Cada vencedor recebeu US$ 2.500 do fundo para educadores judeus da Fundação Mayberg.

Composição simbólica com livro aberto, cadernos, estrela de Davi de madeira e prêmio de vidro sem inscrição, sem retratar a cerimônia
Ensinar para conectar comunidades · Aviso

Um novo prêmio conecta comunidades

A cerimônia abriu a Cúpula Global de Educadores Judeus, realizada em Jerusalém de 12 a 15 de outubro de 2026. A Fundação Mayberg informou a participação de cerca de 250 educadores de comunidades do exterior e 100 israelenses. Discursaram o presidente Isaac Herzog, o ministro Amichai Chikli e a educadora Miriam Peretz.

A iniciativa reúne o Ministério de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo, The Jerusalem Post e UnitEd, em parceria com a Faculdade Herzog e o Departamento de Educação da Organização Sionista Mundial. A Fundação Mayberg financiou as premiações em dinheiro.

Segundo o anúncio da seleção, foram recebidas mais de 200 indicações. Especialistas da Faculdade Herzog avaliaram os candidatos, e um júri internacional presidido por Chikli analisou os finalistas. Dois vencedores são dos Estados Unidos e os outros seis representam seis países diferentes.

México, Rússia e Argentina

Meir Bunytow, diretor de estudos judaicos da Beit Hayladim, na Cidade do México, México, está entre os premiados. Em declarações publicadas pela Mayberg, descreveu a combinação de conhecimento, experiências e pertencimento para que os alunos escolham continuar fazendo parte do povo judeu.

Marina Grushevskaya, professora de estudos judaicos da Lauder Etz Chaim School, em Moscou, Rússia, destacou orgulho judaico, tradição e amor por Israel fundamentados no estudo da Torá. Suas palavras acompanharam a apresentação dos homenageados.

Raquel Hakim, professora do ensino primário da Yeshurun Torá, em Buenos Aires, Argentina, apontou a fé e o pertencimento ao povo judeu como princípios de seu trabalho. Os três foram escolhidos pelos objetivos comuns do prêmio. Os anúncios não atribuem uma categoria de realização separada a cada um.

França, Reino Unido e África do Sul

Rahel Israeloevitch ensina estudos religiosos judaicos no quinto ano e atua como orientadora pedagógica da Yabne Henri Schilli, em Paris, França. Em sua reflexão publicada, apresentou o ensino como uma missão que vai além da profissão.

Dina Jacobson, professora de estudos judaicos e responsável pelo ano escolar Year 7 na Yavneh College, Reino Unido, enfatizou o desenvolvimento de uma relação positiva e duradoura dos alunos com o judaísmo, além dos conhecimentos adquiridos nas aulas.

Tal Kattan, vice-diretora e responsável pelo ensino de hebraico da King David Primary School Linksfield, em Johannesburgo, África do Sul, destacou a conexão entre identidade judaica, hebraico e Israel. O relato da fundação também ressaltou seu interesse pelo desenvolvimento pessoal dos alunos.

Os dois premiados dos Estados Unidos

Anat Kampf, professora da Margolin Hebrew Academy, em Memphis, Estados Unidos, descreveu o objetivo de cultivar o amor pela Torá e as habilidades e a confiança necessárias para aprender de forma independente durante toda a vida.

O rabino Zvi Lew, cujo nome segue a lista da Faculdade Herzog, é professor e diretor do espaço de estudos religiosos da Yeshiva University High School for Girls, em Nova York, Estados Unidos. Ele enfatizou aprendizagem independente, reflexão aprofundada e aplicação cotidiana do conhecimento.

As oito declarações explicam abordagens pedagógicas, mas não substituem justificativas individuais do júri. Os documentos publicados reconhecem conjuntamente identidade judaica, vínculos com Israel e contribuição comunitária, sem identificar oito projetos premiados separadamente por seus nomes.

Educação judaica após 7 de outubro

O reconhecimento ocorre enquanto escolas e comunidades lidam com os efeitos do ataque de 7 de outubro de 2023 e com o antissemitismo. A auditoria da ADL para 2025 registrou, nos Estados Unidos, um nível de incidentes superior ao anterior a 2023, embora o total tenha caído em relação a 2024.

Esse é um contexto americano, não uma medida uniforme para os sete países. Herzog destacou na cerimônia a responsabilidade mútua e os laços entre comunidades. O prêmio aponta para quem transforma essas relações em trabalho educativo contínuo, pertencimento e capacidade para que os alunos sigam aprendendo e escolham seu caminho.

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