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Mundo

Homem é retirado após líquido vermelho ser dirigido contra bandeira de Israel na Feira do Livro de Gotemburgo

Um homem foi retirado do estande da Associação de Amizade Suécia-Israel na Feira do Livro de Gotemburgo depois que um líquido vermelho foi dirigido contra uma bandeira israelense. O vídeo do incidente se espalhou amplamente, mas algumas alegações associadas às imagens ainda não foram confirmadas de forma independente.

Bandeira de Israel no contexto da Feira do Livro de Gotemburgo, na Suécia
Ilustração editorial para o incidente na Feira do Livro de Gotemburgo.

Um homem foi retirado no sábado do estande da Associação de Amizade Suécia-Israel na Feira do Livro de Gotemburgo depois que um líquido vermelho ou semelhante a sangue foi dirigido contra uma bandeira israelense exposta no local.

Segundo reportagens da SVT e da Sveriges Radio, o incidente ocorreu por volta das 17h30, no horário local, no estande H01:20, na área Demokratitorget da feira. A imprensa sueca informou que o homem cuspiu o líquido na direção da bandeira. Outros relatos descreveram a substância como tinta vermelha ou apenas líquido vermelho, portanto sua composição exata não foi oficialmente determinada.

Seguranças e policiais uniformizados foram vistos no estande e retiraram o homem da área. Até o encerramento da pesquisa usada para esta reportagem, a polícia sueca não havia confirmado uma prisão formal, suspeita de crime ou abertura de investigação criminal relacionada ao caso.

O que mostra o vídeo viral

O episódio ganhou maior repercussão internacional depois que a Visegrád24 publicou um vídeo do estande e descreveu o caso como um ataque à feira por parte de um "ativista anti-Israel", alegando que tinta vermelha havia sido lançada contra "judeus suecos" e uma bandeira israelense.

Externo / Redes sociais

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x.com/visegrad24/status/2103903721969082476

O vídeo mostra o nome da Associação de Amizade Suécia-Israel acima do estande, uma bandeira de Israel ou um painel com as cores da bandeira marcado por líquido vermelho, um homem com material vermelho no rosto e nas mãos, público reunido e, em seguida, a entrada de seguranças e policiais uniformizados que o retiram do local.

No entanto, a gravação começa depois que a substância já havia sido liberada. Assim, o vídeo por si só não permite determinar como o líquido chegou à bandeira, se atingiu outra pessoa ou que tipo de substância era.

A afirmação da Visegrád24 de que "judeus suecos" foram atacados também não é sustentada pelos relatos confiáveis analisados. A imprensa sueca identifica a bandeira israelense e o estande da Associação de Amizade Suécia-Israel como foco do incidente, mas não relata que pessoas judias tenham sido atacadas pessoalmente.

Quem era o homem retirado do estande?

O Göteborgs-Posten identificou o homem como Viktor Jonsson e o descreveu como ativista pró-Palestina. O jornal o citou após o incidente dizendo que sua ação resultou de "uma frustração muito profunda".

A polícia, porém, não havia divulgado uma identificação oficial nem confirmado qualquer filiação política ou organizacional. Por isso, a descrição "ativista pró-Palestina" deve ser atribuída ao Göteborgs-Posten, e não apresentada como uma classificação oficial da polícia.

Incidente coincidiu com debate sobre Israel e o Oriente Médio

De acordo com a programação oficial da Feira do Livro de Gotemburgo, uma discussão com o escritor e comentarista político Widar Andersson estava marcada para o mesmo estande, das 17h20 às 17h50. O título pode ser traduzido como "Por que tantos na esquerda se perdem quando o assunto é o Oriente Médio?"

Se o horário aproximado de 17h30 informado pela Sveriges Radio estiver correto, o incidente ocorreu cerca de dez minutos após o início previsto da conversa. O vídeo mostra público e um microfone no estande, algo compatível com um evento em andamento, embora as imagens sozinhas não indiquem quem estava falando naquele momento.

Mais cedo, no mesmo dia, o estande havia recebido uma sessão intitulada "Israel e o antissemitismo em Bruxelas e no mundo" com David Lega, ex-deputado sueco no Parlamento Europeu e atual presidente da Associação de Amizade Suécia-Israel.

O estande já estava no centro de uma controvérsia

A participação da associação na feira havia gerado controvérsia antes do incidente de sábado. Nos dias anteriores à abertura, uma denúncia foi apresentada à polícia sobre parte da programação prevista para o estande, incluindo uma participação anterior de Jonathan Conricus, ex-porta-voz internacional das Forças de Defesa de Israel.

As autoras Bisan Edwan e Iman Mersal desistiram de participar da feira em protesto contra o programa. A direção do evento afirmou que a associação era uma expositora independente e que os próprios expositores tinham responsabilidade editorial pelos milhares de eventos realizados em seus estandes. A feira também introduziu um código de conduta atualizado para a área Demokratitorget.

A apresentação de uma denúncia à polícia é uma alegação, e não uma constatação de que um crime tenha sido cometido. Nenhuma decisão policial que confirmasse as acusações dessa denúncia foi identificada na pesquisa analisada para esta reportagem.

O que está confirmado e o que permanece incerto

A descrição mais bem sustentada é que um homem dirigiu líquido vermelho ou semelhante a sangue contra uma bandeira israelense no estande da Associação de Amizade Suécia-Israel e depois foi retirado do local por seguranças e policiais.

Até o encerramento da pesquisa, não havia confirmação oficial de que ele tivesse sido formalmente preso, interrogado como suspeito criminal, acusado ou colocado sob investigação. Nenhum relato confiável analisado confirmou feridos ou estabeleceu que pessoas judias tenham sido pessoalmente alvo do incidente.

A substância também não havia sido oficialmente identificada, tornando "líquido vermelho" uma formulação mais precisa, nesta fase, do que "tinta vermelha".

A Feira do Livro de Gotemburgo é um dos maiores eventos culturais da região nórdica. Em 2025, registrou 95.706 visitas, 775 expositores e 3.750 atividades de programação. O incidente de sábado ocorreu dentro de uma das principais feiras do livro da Europa, mas as evidências disponíveis descrevem um episódio direcionado a um estande específico e não um ataque verificado contra o público da feira em geral.

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