O que o Departamento de Justiça confirmou
O Departamento de Justiça informou que agentes da Homeland Security Investigations (HSI) "cumpriram um mandado de busca autorizado judicialmente e obtido pelo departamento na região de Washington, D.C.". E acrescentou: "Esta ação faz parte de uma investigação criminal federal em andamento".
O departamento não deu outros detalhes. Não identificou Omar, não explicou o objeto da investigação nem disse se alguém é suspeito de crime. A ligação de Omar com a busca vem de pessoas a par do caso que falaram com a Associated Press sob condição de anonimato.
A busca ocorreu no Dia de Colombo, feriado federal nos Estados Unidos.
O que a investigação envolveria, segundo relatos
O objeto da investigação não foi divulgado oficialmente. A ABC News e a Fox News Digital informaram, citando fontes não identificadas, que ela está relacionada a documentos de imigração. Segundo a Fox News Digital, os documentos teriam sido preenchidos pelo falecido pai de Omar. O Departamento de Justiça não confirmou nenhuma das duas reportagens.
Omar não foi acusada de nenhum crime. Um mandado de busca permite que investigadores reúnam provas; não é uma acusação contra quem mora no endereço. Até a tarde de 12 de outubro, não havia registro de declaração de Omar ou de seu gabinete.
Quem é Ilhan Omar
Omar, de 44 anos, nasceu na Somália e representa desde 2019 o 5º distrito de Minnesota, que inclui Minneapolis. Democrata, ela integra o "Squad", grupo de parlamentares progressistas conhecido pela oposição dura ao presidente Donald Trump.
Em fevereiro de 2026, o deputado republicano James Comer, presidente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, anunciou uma investigação sobre empresas ligadas ao marido de Omar, Tim Mynett, depois que declarações financeiras entregues ao Congresso mostraram um forte aumento em seu valor declarado. Não há indicação pública de que a apuração do comitê esteja ligada à busca de 12 de outubro.
Uma das principais críticas de Israel no Congresso
Omar é uma das críticas mais contundentes de Israel no Congresso dos Estados Unidos. Em fevereiro de 2019, depois de uma publicação em que sugeriu que o apoio a Israel no Congresso era motivado por dinheiro, ela pediu desculpas diante das críticas de líderes do próprio partido, e a Câmara aprovou depois uma resolução condenando o antissemitismo e outras formas de intolerância. Em fevereiro de 2023, a maioria republicana votou para afastá-la da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, citando suas declarações anteriores sobre Israel.
Nem o comunicado oficial nem as reportagens relacionam a investigação às posições dela sobre Israel.
Próximos passos
O Departamento de Justiça afirmou que a investigação continua. Não disse se acusações estão sendo consideradas, e os documentos judiciais ligados ao mandado não foram divulgados. Uma eventual denúncia seria anunciada por promotores federais e apresentada à Justiça.