Brigada Norte e forças de engenharia
O Exército israelita anunciou que as suas forças destruíram um túnel com cerca de 1,5 quilómetros no norte da Faixa de Gaza. A informação foi publicada no diário operacional às 10h30 de 6 de outubro de 2026, hora de Israel. Esse horário corresponde ao anúncio público e não estabelece quando ocorreu a destruição.
Segundo os militares, a Brigada Norte, sob o comando da 99.ª Divisão, e forças de engenharia do Comando Sul participam nas operações na região. A destruição do percurso subterrâneo foi atribuída a soldados da brigada em colaboração com a engenharia da divisão. O Times of Israel descreveu uma operação realizada recentemente, sem indicar uma data.
A operação a leste da Linha Amarela
O Exército localizou a atividade a leste da Linha Amarela, no norte de Gaza. O Times of Israel enquadrou a destruição nos esforços para eliminar infraestruturas do Hamas na parte do território controlada por forças israelitas. Não foi divulgado um mapa detalhado do percurso, nem a localização das suas extremidades.
Num comunicado citado pelo Israel National News, os militares afirmaram que as forças do Comando Sul permanecem no terreno de acordo com o cessar-fogo e continuarão a eliminar ameaças imediatas. Esta é a descrição do Exército sobre a operação e o seu enquadramento. Não equivale a uma avaliação independente do cumprimento do acordo e não explica todas as circunstâncias operacionais.
As perguntas que continuam sem resposta
O comprimento, a localização e a classificação do túnel como infraestrutura terrorista provêm do Exército. Os órgãos de comunicação reproduziram o anúncio, sem apresentar investigações independentes no local. Assim, a existência de várias notícias confirma o que foi anunciado, mas não verifica de forma autónoma as dimensões ou o uso específico do túnel.
O comunicado não indicou a profundidade do percurso, não divulgou a presença de armas ou reféns e não apresentou números de vítimas. A ausência destes dados não confirma que não existissem. Também não estabeleceu que o túnel entrasse em Israel ou estivesse ligado à preparação de um ataque concreto.
O resultado anunciado é a eliminação de um percurso subterrâneo numa área controlada por Israel. A informação mostra a continuidade dos trabalhos de engenharia, mas não permite quantificar o efeito da operação sobre o conjunto da rede de túneis do Hamas. A sua data exata continua por esclarecer.