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Política e Diplomacia

Departamento de Estado diz que reconstruir Gaza levará anos, um ano após o plano de Trump

Reconstruir Gaza levará anos, e a implementação do plano de paz do presidente Donald Trump enfrentará grandes desafios, afirmou o Departamento de Estado dos Estados Unidos em 13 de outubro de 2026, primeiro aniversário da cúpula de paz de Sharm el Sheikh. O porta-voz Tommy Pigott disse que há avanços concretos rumo a uma Gaza desmilitarizada, onde os palestinos possam viver livres do domínio do Hamas e Israel possa ter segurança duradoura.

Uma praia de areia e o mar azul à luz do amanhecer, com dois guindastes e estruturas de prédios de concreto ao longo da costa
Construção costeira ao amanhecer · Aviso

Um ano desde Sharm el Sheikh

Em 13 de outubro de 2025, líderes mundiais se reuniram no balneário egípcio de Sharm el Sheikh para apoiar o acordo para encerrar a guerra em Gaza, baseado no plano de paz de Trump. No mesmo dia, os últimos 20 reféns vivos mantidos pelo Hamas voltaram a Israel, depois de mais de dois anos de cativeiro.

Para muitos israelenses, o aniversário é antes de tudo o aniversário desse retorno para casa. Para Washington, é um momento de fazer um balanço de um plano que ainda está longe de ser concluído.

O que disse o Departamento de Estado

Em declarações sobre o aniversário, Pigott falou com franqueza sobre as dificuldades. Reconstruir Gaza, disse ele, levará anos, e colocar o plano em prática enfrentará grandes desafios.

Ao mesmo tempo, afirmou que há avanços concretos em direção aos objetivos centrais do plano: uma Gaza desmilitarizada, palestinos vivendo livres do domínio do Hamas e segurança duradoura para Israel.

As condições de Israel no centro

Os objetivos citados pelo porta-voz correspondem aos princípios que Israel defende desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. A posição de Israel é que Gaza precisa ser desmilitarizada e que o Hamas não pode ter nenhum papel no seu governo.

O plano, que criou um Conselho da Paz presidido por Trump para supervisionar a transição, vincula a reconstrução a essas condições de segurança. Desarmar o Hamas, a organização terrorista que iniciou a guerra, é a mais difícil delas.

As perguntas em aberto

As declarações de Pigott divulgadas não estabeleceram um cronograma para a reconstrução nem para a desmilitarização. Entre as questões em aberto estão como e quando o Hamas será desarmado, o envio de uma força internacional de estabilização e quem administrará os assuntos civis em Gaza.

As respostas definirão se a reconstrução pode começar em grande escala sem permitir que o Hamas reconstrua sua capacidade militar, um resultado que Israel tem procurado evitar.

Próximos passos

As declarações divulgadas não anunciaram novas medidas. As próximas etapas do plano dependem de avanços no desarmamento e na força internacional, duas questões que continuam em aberto para Washington, Israel e os mediadores.

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