Um ano desde Sharm el Sheikh
Em 13 de outubro de 2025, líderes mundiais se reuniram no balneário egípcio de Sharm el Sheikh para apoiar o acordo para encerrar a guerra em Gaza, baseado no plano de paz de Trump. No mesmo dia, os últimos 20 reféns vivos mantidos pelo Hamas voltaram a Israel, depois de mais de dois anos de cativeiro.
Para muitos israelenses, o aniversário é antes de tudo o aniversário desse retorno para casa. Para Washington, é um momento de fazer um balanço de um plano que ainda está longe de ser concluído.
O que disse o Departamento de Estado
Em declarações sobre o aniversário, Pigott falou com franqueza sobre as dificuldades. Reconstruir Gaza, disse ele, levará anos, e colocar o plano em prática enfrentará grandes desafios.
Ao mesmo tempo, afirmou que há avanços concretos em direção aos objetivos centrais do plano: uma Gaza desmilitarizada, palestinos vivendo livres do domínio do Hamas e segurança duradoura para Israel.
As condições de Israel no centro
Os objetivos citados pelo porta-voz correspondem aos princípios que Israel defende desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. A posição de Israel é que Gaza precisa ser desmilitarizada e que o Hamas não pode ter nenhum papel no seu governo.
O plano, que criou um Conselho da Paz presidido por Trump para supervisionar a transição, vincula a reconstrução a essas condições de segurança. Desarmar o Hamas, a organização terrorista que iniciou a guerra, é a mais difícil delas.
As perguntas em aberto
As declarações de Pigott divulgadas não estabeleceram um cronograma para a reconstrução nem para a desmilitarização. Entre as questões em aberto estão como e quando o Hamas será desarmado, o envio de uma força internacional de estabilização e quem administrará os assuntos civis em Gaza.
As respostas definirão se a reconstrução pode começar em grande escala sem permitir que o Hamas reconstrua sua capacidade militar, um resultado que Israel tem procurado evitar.
Próximos passos
As declarações divulgadas não anunciaram novas medidas. As próximas etapas do plano dependem de avanços no desarmamento e na força internacional, duas questões que continuam em aberto para Washington, Israel e os mediadores.