O compromisso distribui responsabilidades entre diferentes níveis de cada empresa e inclui um auditor externo para verificar se os controles funcionam.
Quatro verificações até o conselho de administração
Segundo o texto publicado pelo Washington Examiner, as empresas que desenvolvem modelos de fronteira, os sistemas de IA mais avançados, devem monitorá-los durante o treinamento e a implantação. Os riscos mencionados incluem ameaças cibernéticas, biológicas e químicas, além do acesso não autorizado a sistemas técnicos.
Uma equipe interna separada deve verificar se os controles funcionam e se os problemas são corrigidos. Em seguida, um auditor ou avaliador externo independente deve analisar esses mecanismos. Por fim, um comitê independente do conselho de administração deve receber os relatórios e supervisionar as medidas corretivas.
Essa última etapa leva os problemas identificados para além das equipes que desenvolvem a tecnologia, até os próprios conselheiros.
Seis executivos assinaram ao lado de Trump
Entre os signatários estão Elon Musk; Sundar Pichai, do Google; Dario Amodei, da Anthropic; Mark Zuckerberg, da Meta; Greg Brockman, presidente da OpenAI; e Jensen Huang, da Nvidia.
O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, descreveu o acordo como um conjunto de compromissos voluntários do setor, informou a ABC News. As empresas também prometeram se reunir regularmente para desenvolver padrões e práticas de segurança.
A assinatura ainda precisa se traduzir em execução
O acordo não estabelece punições, um novo órgão regulador ou um cronograma para publicar os resultados das auditorias. O texto deixa aberta a possibilidade de incorporar essas medidas a leis ou regulamentos no futuro.
Para os clientes, o documento esclarece o que as empresas prometeram. Avaliar o que muda exigirá evidências de implementação: controles que funcionem, avaliações independentes e providências quando os problemas chegarem ao conselho.