Uma resposta antes do aniversário
O Parlamento Europeu está a analisar um incidente numa exposição em Estrasburgo dedicada às vítimas do ataque liderado pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. A presidente da instituição, Roberta Metsola, afirmou na terça-feira, 6 de outubro, que o caso estava a ser tratado com seriedade e que os procedimentos previstos tinham sido iniciados, garantindo o direito da eurodeputada a ser ouvida.
O caso envolve a francesa Rima Hassan, cujo gabinete confirmou que retirou uma bandeira israelita do suporte. O seu perfil oficial identifica-a como membro do partido La France Insoumise e do grupo parlamentar da Esquerda. A abertura da análise não equivale à confirmação de uma infração disciplinar nem à aplicação de uma sanção.
O que foi reconhecido e o que é contestado
Segundo a Euronews, o gabinete de Hassan explicou que a bandeira da União Europeia, ligada à mesma base, caiu devido ao desequilíbrio da estrutura. Negou que qualquer das bandeiras tivesse sido pisada ou danificada e apresentou o gesto como um protesto contra a ligação da iniciativa à representação diplomática israelita.
Os organizadores, IMPAC e Instituto Transatlântico do Comité Judaico Americano, condenaram a conduta num comunicado de 6 de outubro. Situaram o episódio na tarde anterior e afirmaram que elementos da equipa da exposição o testemunharam. Segundo o seu relato, Hassan derrubou as bandeiras, passou por cima delas e deixou-as no chão. Esta é a versão dos organizadores, não uma conclusão da análise parlamentar. Esse relato não demonstra a acusação distinta de que as bandeiras tenham sido pisadas.
A próxima decisão cabe ao Parlamento
A Euronews informou, citando um responsável do gabinete de Metsola, que a presidência estava a analisar imagens de videovigilância antes de decidir como proceder. O responsável indicou que não haveria uma decisão durante o atual período de sessões plenárias. Esses relatos não anunciavam qualquer sanção já aplicada.
Metsola sublinhou também a segurança das pessoas no Parlamento e a importância de as comunidades judaicas europeias se sentirem representadas na instituição. O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, condenou o incidente e agradeceu a sua resposta.
A novidade é a reação institucional ao sucedido na exposição de homenagem, mantendo o direito da eurodeputada a apresentar explicações. As circunstâncias contestadas e uma eventual consequência disciplinar continuam por determinar.