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Segurança e Defesa

Mais dois pilotos da Flydubai teriam sido detidos na investigação do plano de ataque contra Ben Gurion

Dois pilotos das Maldivas que trabalham para a Flydubai teriam sido detidos nos Emirados Árabes Unidos como parte da investigação sobre o ataque de 30 de setembro a bordo de um voo de Dubai para Tel Aviv. Nenhuma acusação contra eles foi divulgada, e a detenção não comprova que tenham participado do plano.

Ilustração de um avião com as cores da Flydubai estacionado em um pátio molhado ao entardecer, com o terminal e a torre de controle ao fundo
Avião da Flydubai no aeroporto · Aviso

O que a imprensa das Maldivas informou

Segundo a imprensa das Maldivas, os dois homens, ambos cidadãos maldivos e copilotos da Flydubai, foram detidos nos Emirados em 3 de outubro. Mais tarde, a embaixada das Maldivas informou às famílias que eles estavam sob custódia da polícia local, de acordo com as reportagens.

Reportagens nas Maldivas e em Israel afirmaram que os dois pilotos também operavam rotas da Flydubai para Israel, conheciam o suspeito omanense e moravam no mesmo prédio. As autoridades dos Emirados não comentaram publicamente as detenções. Não disseram do que os dois são suspeitos, se sabiam do plano com antecedência nem se a detenção está ligada à apuração sobre os contatos do suspeito.

A versão da promotoria

A promotoria dos Emirados afirmou em 9 de outubro que o copiloto omanense, de 29 anos, pretendia assumir o controle da aeronave e lançá-la contra o terminal de passageiros do Aeroporto Ben Gurion, a principal porta de entrada internacional de Israel. Segundo a promotoria, ele atacou o comandante na cabine de comando com um machado de emergência.

O comandante ferido, tripulantes e passageiros frustraram o ataque, e o avião pousou em segurança em Tabuk, na Arábia Saudita. Segundo a promotoria, o suspeito confessou e disse aos investigadores que agiu sozinho. A promotoria acrescentou que continua examinando possíveis cúmplices e outras conexões.

As perguntas de um passageiro sobre a tripulação de cabine

Asaf Rajuan, passageiro israelense que ajudou a dominar o agressor, levantou questões sobre a conduta de alguns membros da tripulação de cabine. Em entrevista ao Canal 12 de Israel (N12), ele disse que um comissário começou a afrouxar as amarras usadas para imobilizar o agressor depois que os passageiros o dominaram.

Rajuan também disse que tripulantes tentaram impedir os passageiros de filmar e que um comissário se aproximou do comandante ferido com um comprimido não identificado enquanto ele recebia atendimento médico. Segundo ele, os passageiros intervieram.

Perguntado se os tripulantes haviam colaborado com o agressor, respondeu: "Não tenho prova". Ele disse ao canal que descrevia o que sentiu e viu, sem fazer acusações. Não houve registro de resposta da Flydubai ao relato.

O que Israel e os Emirados disseram sobre a tripulação

O Canal 12 informou em 5 de outubro que Israel não acredita que outros tripulantes da Flydubai estivessem envolvidos e que os investigadores dos Emirados chegaram à mesma conclusão. Os Emirados também elogiaram um membro da tripulação de cabine por ajudar a dominar o agressor.

As novas reportagens não alteram esse quadro oficial. As alegações de Rajuan não foram comprovadas, e nenhuma prova foi divulgada ligando qualquer tripulante ou os dois pilotos detidos ao plano.

Próximos passos

Até 12 de outubro, as autoridades dos Emirados não haviam anunciado acusações contra o copiloto nem contra qualquer outra pessoa, e não havia data marcada para julgamento. Duas perguntas continuam em aberto: se o suspeito agiu sozinho, como disse aos investigadores, e por que os dois pilotos maldivos estão detidos.

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