Ir para o conteúdo

Escolha quais conteúdos opcionais este site pode carregar. Você pode alterar isso a qualquer momento pelo link Configurações de cookies no rodapé da página.

Necessários

Lembra suas escolhas de cookies e acessibilidade neste navegador. Sempre ativo.

Permite o carregamento de ferramentas de medição de audiência, se o site as utilizar.

Permite carregar conteúdo de outros serviços, como publicações incorporadas de redes sociais. Esses serviços podem definir seus próprios cookies.

Este site exibe anúncios do Google AdSense. Com sua permissão, o Google pode usar cookies para mostrar anúncios de acordo com seus interesses. Sem ela, você verá anúncios não personalizados.

Acessibilidade

Tamanho do texto 100%

As configurações são salvas neste navegador.

Saúde e ciência

Trecho de aqueduto em Jerusalém revela como a água chegava ao Monte do Templo

A Autoridade de Antiguidades de Israel anunciou em 11 de outubro de 2026 a descoberta de 300 metros do Aqueduto Inferior de Jerusalém, ao sul do kibutz Ramat Rachel. O trecho preserva registros do sistema que abastecia o Monte do Templo e será incorporado aos planos de um novo bairro.

Composição editorial de um canal de pedra e colinas de Jerusalém
Canal acima das colinas · Aviso

Escavação acompanha planejamento urbano

Os trabalhos ocorreram em terrenos destinados a um empreendimento pela Autoridade de Terras de Israel. Segundo o anúncio divulgado pelo The Jerusalem Post, o segmento exposto permite examinar diferentes fases de uma infraestrutura cujo percurso já era conhecido.

Os diretores da escavação, o doutor Benyamin Storchan e Gil Freid, consideram provável que o aqueduto tenha sido construído durante o reinado dos asmoneus. Essa atribuição situa sua origem há aproximadamente 2 mil anos, sem determinar uma nova data exata de construção.

A novidade é a exposição de uma parte específica da estrutura. O anúncio não significa que os arqueólogos tenham descoberto pela primeira vez todo o trajeto ou identificado agora o sistema completo.

Uma pequena inclinação movimentava a água

O aqueduto percorria cerca de 21 quilômetros entre as piscinas de Salomão, ao sul de Belém, e Jerusalém. Integrava uma rede que transportava água de nascentes da região de Gush Etzion até a cidade e o Monte do Templo.

Os construtores adaptaram o traçado às colinas e à rocha para permitir o fluxo apenas pela gravidade. De acordo com os responsáveis pela escavação, a descida era de aproximadamente um metro por quilômetro na maior parte do percurso.

Pontos de acesso permitiam limpar o canal, retirar obstruções e fazer manutenção. Esses recursos, combinados com uma inclinação cuidadosamente calculada, ajudam a compreender a utilidade prolongada da obra.

As mudanças também deixaram vestígios

Inicialmente, a água passava por um canal construído e revestido com reboco. No período otomano, há cerca de 500 anos, tubos de cerâmica foram instalados dentro da estrutura anterior, informou a autoridade.

O segmento escavado também apresenta pequenas pedras pressionadas no revestimento externo enquanto ele ainda estava úmido. Esses detalhes permitem estudar técnicas e intervenções sucessivas, em vez de tratar o aqueduto como uma construção que permaneceu inalterada.

Storchan e Freid disseram que o sistema continuou sendo utilizado de maneira intermitente até aproximadamente um século atrás. Essa informação não demonstra funcionamento contínuo durante toda a história, mas registra como gerações posteriores adaptaram uma infraestrutura mais antiga.

Preservação integra a próxima etapa

As autoridades de Antiguidades e de Terras planejam conservar o trecho e incorporá-lo à entrada principal do bairro projetado. A proposta relaciona o desenvolvimento urbano com a proteção do patrimônio arqueológico de Jerusalém.

Amit Re’em, arqueólogo do distrito de Jerusalém, também descreveu o trabalho com o município e outros parceiros para criar um parque contínuo ao longo do aqueduto, desde o sul da cidade em direção à Cidade Velha. Trata-se de uma perspectiva de planejamento, não de um parque já aberto.

O relato não informa uma data de acesso público nem quando visitantes poderão percorrer a área preservada. As próximas etapas envolvem conservação e integração ao empreendimento. O fato confirmado em 11 de outubro é o anúncio do trecho escavado e do lugar previsto para ele na futura paisagem urbana.

Voltar às últimas notícias