A polícia antiterrorista britânica deteve cinco homens perto da RAF Fairford, em Gloucestershire, sob suspeita de infrações à legislação sobre explosivos e, posteriormente, de preparação de um ato terrorista.
A polícia antiterrorista informou que a polícia recebeu, por volta das 00h45 de domingo, 27 de setembro, uma chamada sobre três veículos suspeitos que pareciam estar a deslocar-se em direção à base aérea. Agentes armados responderam e prenderam os cinco homens na área de Whelford. Segundo a atualização oficial mais recente, todos permaneciam detidos enquanto a investigação prosseguia.
Equipa militar examina os veículos
A polícia estabeleceu um perímetro de segurança de 400 metros em torno dos veículos, enquanto uma unidade do Exército especializada em desativação de engenhos explosivos realizava os exames. Cerca de 85 residências foram evacuadas por precaução e um centro de lazer próximo foi disponibilizado aos moradores afetados.
Imagens mencionadas pela Reuters mostraram cinco homens sem camisa durante as detenções. A polícia não explicou publicamente por que razão as roupas foram removidas. Meios locais sugeriram que os agentes poderiam estar a verificar se os suspeitos transportavam explosivos presos ao corpo, mas essa explicação não foi confirmada oficialmente.
As autoridades não divulgaram os nomes dos detidos e não estabeleceram publicamente qualquer motivação, ligação a uma organização ou vínculo com um Estado. A polícia pediu ao público que evite especulações enquanto as provas são recolhidas.
A importância da RAF Fairford
A RAF Fairford é uma instalação da Royal Air Force que também acolhe pessoal da Força Aérea dos Estados Unidos. Durante as operações de 2026 relacionadas com o Irão, bombardeiros estratégicos americanos B-1B e B-52 operaram a partir da base. O governo britânico afirmou ter autorizado o uso de bases do Reino Unido para ações americanas específicas e limitadas contra instalações de mísseis iranianos.
Esse contexto torna o local especialmente sensível, mas a proximidade das detenções não demonstra, por si só, que a base fosse o alvo dos suspeitos. Até à atualização oficial mais recente, os investigadores antiterroristas não tinham feito essa afirmação.