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Justiça e crime

Ben-Gvir divulga vídeo com Hassan Salameh na prisão e defende a sua execução

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, divulgou na noite de 27 de setembro um vídeo em que confronta Hassan Salameh, membro do Hamas preso pelo seu papel nos atentados contra autocarros em Jerusalém em 1996. Disse-lhe que o queria matar e executar. Segundo o ministro, o encontro ocorreu cerca de duas semanas antes da divulgação das imagens.

Ilustração: uma câmera de vídeo sobre um tripé no corredor de uma ala prisional, diante de portas de celas gradeadas
Ilustração editorial: O vídeo de Ben Gvir com Hassan Salameh · Aviso

O que mostra o vídeo

Ben-Gvir surge acompanhado por guardas de rosto coberto e dirige-se diretamente a Salameh. Recorda que participou, na adolescência, em protestos após os ataques à linha 18 de Jerusalém e fala das condições prisionais que atribui às suas políticas. As palavras exprimem uma posição política; o vídeo não anuncia uma nova decisão judicial nem altera a pena do recluso.

Externo / Redes sociais

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x.com/itamarbengvir/status/2104284928095682808

O papel de Salameh nos atentados de 1996

Salameh era um destacado membro do Hamas e foi detido em 1996. Acabou condenado pelo seu papel numa série de atentados suicidas. Dois ataques a autocarros da linha 18, em 25 de fevereiro e 3 de março, mataram 45 pessoas. A militar Hofit Aish morreu noutro atentado, a 25 de fevereiro, no cruzamento de Ashkelon, também associado ao seu processo. Salameh cumpre várias penas de prisão perpétua. Há divergências quanto ao número exato: a AP e o The Jerusalem Post indicam 46, enquanto outras fontes apontam 48. É necessário consultar a sentença original antes de apresentar um número definitivo.

A pena de morte pode aplicar-se ao caso?

O Parlamento israelita aprovou em março de 2026 uma lei que permite a pena de morte em determinados crimes de terrorismo. Segundo o The Jerusalem Post, penas mais severas não podem ser aplicadas retroativamente; por isso, a lei não abrange os crimes de Salameh de 1996. O Hamas condenou as declarações de Ben-Gvir e afirmou que não intimidarão os seus membros nem os presos palestinianos.

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