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Explicadores e Análises

Estudante de Cornell lidera canto 'From the river to the sea' com Hasan Piker

Um evento estudantil realizado em 24 de setembro na Universidade Cornell terminou com Adriana Vink liderando o canto 'From the river to the sea, Palestine will be free', acompanhado por Hasan Piker e integrantes da plateia. Uma publicação posterior do StopAntisemitism acrescentou alegações que exigem contexto separado.

Ilustração de um salão semelhante a uma capela com altas janelas em arco, um púlpito com microfone no palco e uma plateia em silhueta vista por trás, com uma pessoa filmando com o celular
O evento em Cornell terminou com um canto iniciado por Adriana Vink e acompanhado por Hasan Piker e integrantes do público.

O que o vídeo mostra

Em 24 de setembro de 2026, o comentarista político e streamer Hasan Piker participou de um evento na Sage Chapel, na Universidade Cornell. O The Cornell Daily Sun informou que a atividade ocorreu das 18h30 às 19h30, era aberta a integrantes da comunidade Cornell com ingresso e foi organizada pela campanha Students Not Bombs.

No fim do evento, Adriana Vink, estudante de Cornell e copresidente do Cornell Students for Justice in Palestine, iniciou o canto "From the river to the sea, Palestine will be free". Piker e integrantes do público acompanharam. O The Cornell Daily Sun, cujos repórteres estavam no local, registrou a mesma sequência.

O vídeo curto que depois circulou no X é editado. A frase "Free Palestine with Hasan Piker" aparece como texto sobreposto, mas nenhuma fonte primária analisada comprova que esse era o título oficial do evento.

Externo / Redes sociais

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x.com/StopAntisemites/status/2103857414642528646

Quem organizou o evento

A divulgação prévia e a cobertura no local identificam o Students Not Bombs como anfitrião. A coalizão incluía Cornell Students for Justice in Palestine, Jewish Voice for Peace e Cornell Young Democratic Socialists of America.

Cornell forneceu o local e os procedimentos de segurança. Uma representante da área de assuntos estudantis abriu o programa lembrando a política da universidade sobre atividades de expressão. O registro disponível, porém, identifica grupos estudantis como organizadores políticos e não demonstra que a Universidade Cornell tenha endossado as opiniões dos participantes.

O The Cornell Daily Sun identifica Vink como integrante da turma de 2027, colunista de opinião e copresidente do SJP. Ela também moderou a sessão de perguntas e respostas.

As alegações anexadas ao vídeo

A publicação do StopAntisemitism de 26 de setembro afirmou que Piker havia dito anteriormente que os Estados Unidos "deserved 9/11". A citação central está documentada. Piker fez o comentário em 2019 durante uma discussão sobre política externa e intervenções militares dos Estados Unidos. Mais tarde, classificou a formulação como inadequada e disse que sua crítica se dirigia à política americana, não às vítimas dos ataques.

A publicação também afirmou que Piker "negou a violência sexual liderada pelo Hamas em 7 de outubro". O material disponível sustenta uma descrição mais específica. Piker questionou alegações de estupros em massa ou sistemáticos dirigidos pelo Hamas, contestou alguns relatos de testemunhas e argumentou que o tratamento das provas depois do ataque comprometeu o registro de evidências.

No entanto, em entrevista ao The New Republic em abril de 2026, Piker disse que violência sexual ocorre em situações desse tipo e que havia testemunhos sobre violência sexual contra reféns. Por isso, afirmar sem ressalvas que ele negou toda violência sexual em 7 de outubro vai além do que o material disponível comprova.

Uma missão das Nações Unidas concluiu em 2024 que havia motivos razoáveis para acreditar que violência sexual relacionada ao conflito, incluindo estupro e estupro coletivo, ocorreu em pelo menos três locais durante os ataques de 7 de outubro. Também relatou informações claras e convincentes de que reféns sofreram violência sexual em cativeiro, ao mesmo tempo em que apontou limitações importantes nas evidências.

O que a publicação do StopAntisemitism acrescenta

A postagem no X não se limitou a documentar o evento. Ela pediu que "futuros empregadores" prestassem atenção e perguntou se Vink era alguém que eles gostariam de ter representando suas organizações. Essa parte é ativismo da conta que publicou a mensagem, não um fato adicional sobre o que ocorreu em Cornell.

Até a verificação editorial, não havia sido localizada uma resposta pública específica de Vink, Piker ou da Universidade Cornell à publicação do StopAntisemitism.

O slogan "From the river to the sea" também é alvo de forte disputa política. Críticos frequentemente o interpretam como rejeição à continuidade de Israel, enquanto apoiadores podem descrevê-lo como um chamado à liberdade palestina ou à igualdade de direitos. O vídeo comprova as palavras cantadas e quem participou, mas não determina sozinho a interpretação exata pretendida por cada participante.

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