Sinais de emergência provocaram uma resposta militar
O Flightradar24 registrou primeiro o código 7700, de emergência geral, depois o 7500, que indica interferência ilícita, e por fim o retorno ao 7700. Caças israelenses decolaram enquanto as autoridades avaliavam a ameaça.
O serviço de rastreamento também registrou mudanças bruscas de altitude antes do desvio. Os sinais e a trajetória documentam uma emergência, mas não estabelecem quem a provocou nem com qual intenção.
Um passageiro descreve a luta para recuperar o controle
Um passageiro israelense disse ao The Jerusalem Post que um dos pilotos esfaqueou o outro e tentou expulsá-lo da cabine enquanto o avião perdia altitude. Segundo seu relato, israelenses sentados na parte dianteira correram até a cabine, ajudaram a retirar o agressor e permitiram que outros dois pilotos que estavam a bordo entrassem para recuperar o controle.
O jornal também citou uma autoridade israelense que atribuiu a tripulantes e passageiros israelenses a imobilização do suspeito e afirmou que uma grande tragédia havia sido evitada por pouco. São relatos sobre a intervenção, não conclusões de uma investigação encerrada.
O depoimento do passageiro também descreveu a ajuda prestada ao piloto ferido depois da luta. A sequência exata dentro da cabine e o papel de cada pessoa ainda precisam ser confirmados.
As avaliações israelenses mudaram ao longo da manhã
Inicialmente, um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro israelense disse à Reuters que não se acreditava tratar-se de um sequestro. Mais tarde, duas autoridades israelenses que falaram sob condição de anonimato disseram à agência que a hipótese de trabalho era uma tentativa de atentado terrorista por um dos pilotos.
Essa avaliação posterior não apaga a declaração inicial nem constitui uma conclusão definitiva. O comunicado da Flydubai confirmou o pouso seguro e a segurança dos passageiros, sem determinar a causa da emergência. A identidade do suspeito, sua motivação e o destino ao qual pretendia levar o avião continuavam sem esclarecimento nos relatos citados aqui.