O comunicado descreve alegações de uma queixa criminal. Ellaboudy é presumido inocente, e o anúncio não comprova que os fatos foram demonstrados nem que a assistência planejada chegou ao destinatário pretendido.
A assistência investigada
O Departamento de Justiça informou que investigadores examinaram compras de materiais associados a explosivos e drones. Também alegou que Ellaboudy ofereceu orientação e assistência relacionadas a equipamentos de comunicação e sistemas de energia.
Parte da investigação envolveu uma fonte confidencial do FBI que dizia trabalhar para um oficial houthi. A diferença é essencial: conversas com uma fonte infiltrada não podem ser descritas automaticamente como contato direto com um integrante real do grupo. A acusação se refere a uma tentativa de prestar apoio.
A viagem descrita na queixa
Segundo a queixa, Ellaboudy viajou para Omã em setembro de 2025 com um passaporte oficial emitido durante seu antigo emprego no Corpo de Engenheiros do Exército americano. Os promotores dizem que ele cruzou para o Iêmen com a intenção de chegar a Sanaa, controlada pelos houthis.
A Associated Press informou que, segundo o FBI, ele não chegou à capital. A Justiça afirmou que, na volta aos Estados Unidos, alegou ter viajado a trabalho para o governo, mas seu supervisor no Departamento de Energia disse que nenhuma viagem oficial à região havia sido autorizada.
O esclarecimento sobre Hanford
O escritório do Departamento de Energia em Hanford afirmou que o caso não envolvia uma tentativa de prejudicar o complexo ou seus trabalhadores. A declaração, incluída no anúncio da Justiça, disse que não houve ameaça à segurança das instalações.
As alegações não devem, portanto, ser ampliadas para uma afirmação de que se descobriu um plano contra uma instalação nuclear. O caso anunciado trata de tentativa de apoio aos houthis, designados pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira.
O processo judicial
O anúncio de 1º de outubro marcou uma apresentação inicial perante um juiz federal em Richland para 2 de outubro. Informou que a pena máxima é de 20 anos em caso de condenação, e não que essa pena já tenha sido aplicada.
Uma força conjunta antiterrorista do FBI no noroeste do país investigou o caso. O comunicado não estabelece ligação do acusado com um ataque houthi específico contra Israel, navios ou outro alvo. Os documentos judiciais posteriores esclarecerão os próximos passos e permitirão avaliar as alegações, as provas e os argumentos apresentados pela defesa durante o processo.