Promotores suecos continuam uma investigação preliminar sobre possível influência indevida na votação em Borlänge, caso que o Ministério Público vinculou ao Partido da Esquerda e à campanha do candidato parlamentar Mohamed Abdukardir Ali.
Quem lidera a investigação
A Autoridade Sueca de Promotoria informou em 24 de setembro que os promotores seniores Oskar Edvardsson e Johan Lindmark, da Unidade Nacional Anticorrupção, lideram a investigação com o Departamento Nacional de Operações da polícia e agentes da região de Bergslagen.
A autoridade destacou que ninguém estava detido e que nenhuma pessoa havia sido formalmente notificada de que era suspeita de crime.
O que mostram os documentos da SVT
Documentos analisados pela SVT forneceram mais contexto. Segundo a emissora, a polícia iniciou vigilância após uma denúncia anônima sobre possíveis irregularidades eleitorais. O material foi apresentado aos promotores anticorrupção em 1º de setembro. Uma investigação preliminar foi aberta, encerrada em 8 de setembro por problemas de evidência e reaberta em 21 de setembro após o surgimento de novas informações.
A SVT informou que os documentos mencionavam três pessoas como suspeitas dentro da investigação, mas nenhuma havia recebido notificação formal. Os promotores não divulgaram suas identidades.
Por que o caso chama a atenção
O caso ganhou atenção porque Ali recebeu cerca de 600 votos preferenciais pessoais e conquistou uma cadeira no Parlamento. A imprensa sueca publicou alegações sobre cédulas previamente marcadas, transporte de eleitores e possíveis pagamentos ou pressão. Ali nega ter fraudado a eleição.
O que não foi estabelecido
As alegações continuam sob investigação. Nenhum tribunal concluiu que houve fraude eleitoral. O número do processo é AM-132662-26.