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Segurança e Defesa

IAI anuncia teste do FIRE STORM 250 com decisão de disparo nas mãos do operador

A Israel Aerospace Industries e a SIG SAUER anunciaram um teste de tiro do FIRE STORM 250, uma aeronave não tripulada que reúne vigilância e armamento. O comunicado, publicado em 14 de outubro de 2026, afirma que um operador humano mantém o poder de autorizar os disparos.

Um drone com câmera sobre uma bancada de testes em um hangar de aviação iluminado
Drone em bancada de testes · Aviso

O texto do comunicado é datado de 13 de outubro e integra as novidades da IAI na exposição AUSA, em Washington. A empresa apresentou soluções para três tarefas diferentes: observar ameaças, interceptar drones e oferecer capacidade de resposta aérea a forças táticas. São necessidades relacionadas, mas atendidas por equipamentos com funções distintas.

O que foi testado

Segundo as duas empresas, o FIRE STORM 250 pairou sobre um campo de batalha simulado, identificou alvos com uma câmera e realizou disparos a diferentes distâncias e altitudes. A configuração combina uma aeronave da IAI com a estação de armamento por controle remoto MICROLIGHT e a metralhadora M250, da SIG SAUER.

Segundo a IAI, a aeronave pode decolar e pousar verticalmente, sem precisar de pista. A empresa afirma que seu motor de combustão interna aceita vários tipos de combustível e pode ser reabastecido em campo. Essas características foram projetadas para permitir que o equipamento acompanhe unidades táticas com menor necessidade de equipamentos de apoio e infraestrutura aeronáutica.

A autorização continua humana

A IAI afirma que o operador recebe imagens dos sensores, dados de acompanhamento e opções de atuação, e então autoriza o emprego do armamento. Moshe Levy, responsável pela divisão de aeronaves militares, destacou a combinação de percepção e ação, com preservação do controle humano.

Essa descrição separa automação de autoridade para decidir. Uma aeronave pode operar sem piloto a bordo e executar funções automaticamente, mas ainda depender de uma pessoa para uma decisão de engajamento. A arquitetura apresentada pela empresa não descreve uma inteligência artificial escolhendo sozinha lançar um ataque.

Interceptação sem carga explosiva

O HawkGuard, apresentado separadamente, atende a outra missão. A IAI diz que ele combina radar, sensores eletroópticos, comando e controle e drones interceptadores. Segundo a empresa, a neutralização ocorre sem uma ogiva explosiva, com o objetivo de evitar a onda de choque e outros efeitos associados à detonação.

Em entrevista ao Breaking Defense, o diretor executivo da Elta, Dror Bar, explicou que o interceptador utiliza uma rede. Ele também apresentou o HawkGuard como uma camada adicional de defesa, e não como uma resposta única a todos os tipos de ameaça. Enquanto esse sistema busca deter aeronaves hostis, o FIRE STORM 250 reúne vigilância e poder de fogo para apoiar forças táticas.

Um radar capaz de mudar de lugar

O POINT@AIR trata de uma etapa anterior: perceber a ameaça. Segundo a IAI, a instalação do radar em um aeróstato amplia sua linha de visão acima do terreno e de outros obstáculos. A empresa afirma que a solução foi projetada para ser transferida entre locais sem depender de infraestrutura permanente.

Bar disse ao Breaking Defense que a plataforma continua em fase de demonstração, enquanto a IAI trabalha com a empresa americana TCOM no tamanho e na configuração. A IAI afirma que o POINT@AIR combina varredura eletrônica e rotação mecânica para cobrir todas as direções. O sistema foi projetado para transmitir dados de vigilância a sistemas de comando e controle.

Segundo a IAI, a arquitetura modular do HawkGuard permite adaptações para instalações fixas, forças móveis e plataformas marítimas. Ao lado do radar elevado e da aeronave com estação de armas, a apresentação conecta respostas a diferentes etapas de uma necessidade tática: ampliar a observação, interceptar uma ameaça aérea ou reagir sob autorização do operador. Cada sistema mantém sua função específica.

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