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Mundo

Dois acusados permanecem presos em caso envolvendo judeus de Manchester

Dois cidadãos iranianos compareceram a um tribunal em Londres em 3 de outubro por um suposto plano terrorista contra a comunidade judaica de Manchester e permaneceram presos preventivamente. A Reuters informou que Rahman Salehi, de 34 anos, e Salam Ahmadyan, de 36, não se declararam culpados ou inocentes e devem comparecer ao Old Bailey em 23 de outubro.

Ilustração de um tribunal e um pequeno prédio comunitário
Ilustração editorial sobre o tema. · Aviso

A audiência ocorreu após o anúncio das acusações pela Polícia Metropolitana em 2 de outubro. A versão da acusação precisa ser examinada judicialmente: nem a apresentação dos crimes imputados nem a prisão equivalem a uma conclusão de culpa.

Prisões anteriores à acusação

A polícia disse que os homens foram detidos em 20 de setembro na Newton Street, em Manchester, e posteriormente levados a uma delegacia em Londres. Investigadores realizaram buscas em endereços de Liverpool e Salford dentro da mesma apuração.

A acusação trata de preparação de atos terroristas conforme a seção 5 da Lei de Terrorismo de 2006. A polícia descreveu supostas pesquisas sobre alvos, reconhecimento de locais e aquisição de materiais relacionados a um artefato explosivo. Explicar o crime alegado não exige divulgar instruções técnicas de fabricação.

Uma suposta conexão externa

A Reuters relatou que os promotores alegaram contato com uma terceira pessoa que, segundo sua avaliação, operava no Irã. Essa avaliação sobre a localização do suposto coordenador não prova, por si só, direção pelo governo iraniano nem identifica uma instituição estatal responsável.

A acusação também descreveu vigilância de locais judaicos em Manchester. Os detalhes apresentados em uma audiência inicial continuam sendo parte do caso contra os acusados, e não fatos estabelecidos após julgamento. As etapas seguintes permitirão examinar as provas e as respostas da defesa.

A preocupação da comunidade

No comunicado de 2 de outubro, a polícia antiterrorista afirmou não acreditar que houvesse uma ameaça pública em andamento relacionada à investigação. A Polícia da Grande Manchester informou que manteria a presença visível de agentes e o contato com as comunidades judaicas.

O comunicado reconheceu a sensibilidade do anúncio durante as festas judaicas e perto do aniversário do ataque à sinagoga de Heaton Park. Esse contexto explica preocupações, mas o ataque anterior e as acusações atuais são acontecimentos distintos.

Um caso separado de Fairford

A polícia antiterrorista britânica afirmou que o caso de Manchester não está ligado à investigação relativa à base aérea de RAF Fairford. A distinção importa porque os dois episódios geraram notícias sobre possíveis conexões iranianas.

Não foi anunciada uma condenação ou conclusão definitiva sobre responsabilidades no material consultado. A próxima audiência está prevista para 23 de outubro no Old Bailey, enquanto algumas diligências continuam. Até lá, devem ser separados os fatos processuais documentados das alegações sobre o plano e a participação externa, ainda sujeitos à investigação e ao exame judicial.

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