Uma conversa sobre uma fatura em aberto pode levar funcionários a alternar entre mensagens, o sistema contábil e a aprovação de um gestor. Os investidores da Zenzap descrevem uma ferramenta que busca conectar essas etapas no mesmo espaço de discussão. Assim, o pedido e o resultado ficam visíveis para os colegas envolvidos.
O que entra na conta do financiamento
O CTech informou em 14 de outubro que o total reúne uma rodada inicial de US$ 11 milhões, em 2022, e uma série A de US$ 33 milhões concluída em agosto de 2025. O anúncio revela, portanto, recursos obtidos anteriormente. Não se trata de uma nova rodada de US$ 44 milhões fechada em outubro.
Segundo a reportagem, Bessemer Venture Partners e Lightspeed Venture Partners lideraram a série A, com participação da The Garage. As duas principais investidoras publicaram em 14 de outubro textos sobre o investimento, relacionando a proposta à entrada da IA na coordenação cotidiana do trabalho.
Um agente no meio da conversa
A Bessemer descreve agentes que participam das discussões do time e se conectam a mais de 400 aplicativos empresariais. A ideia é iniciar a tarefa na conversa que os funcionários já mantêm, sem exigir que cada pessoa transfira informações para um assistente individual e depois repasse a resposta aos colegas.
A Lightspeed apresenta o exemplo de um agente que prepara uma fatura e deixa a aprovação com um gestor humano. O pedido, os dados necessários e a decisão passam a integrar o mesmo fluxo. No processo descrito pela Lightspeed, a fatura só é enviada ao cliente depois da aprovação do gestor.
O site da Zenzap também apresenta aplicações para organizar escalas, atender solicitações de manutenção, integrar novos funcionários e acompanhar pagamentos. Esses exemplos colocam rotinas operacionais no centro da proposta da empresa.
A organização define as permissões
Segundo a Zenzap, as organizações podem controlar quem adiciona agentes, quais conversas eles acessam, que ações podem executar e quando precisam de aprovação antes de agir. Participar de um grupo não significa ter autorização irrestrita sobre os sistemas conectados.
A Lightspeed também descreve configurações que permitem consultar informações e bloqueiam determinadas alterações. Para um time que trabalha com registros de clientes ou pagamentos, essa diferença separa a resposta a uma pergunta da modificação efetiva de um dado empresarial.
Os controles anunciados colocam a decisão sobre autorização nas mãos da organização. O alcance de cada agente depende dos acessos configurados, das aprovações exigidas e dos aplicativos conectados para realizar o trabalho.
Equipe israelense mira empresas de outros setores
O CTech identifica os fundadores como o diretor executivo Guy Weiss, o diretor de tecnologia Jonatan Bien e o diretor de operações Noam Neumann. A reportagem informa que a empresa tem 45 funcionários distribuídos entre Tel Aviv, Estados Unidos e Europa.
A Lightspeed cita restaurantes, saúde, varejo, construção e hotelaria entre os setores em que vê usuários potenciais. A tese da investidora é que muitos desses times coordenam suas atividades por conversas, mas dispõem de pouco tempo para montar sistemas complexos de automação.
A empresa disse ao CTech que pretende usar os recursos para ampliar seus times de desenvolvimento e vendas, melhorar o produto e acelerar a expansão internacional.