Ir para o conteúdo

Escolha quais conteúdos opcionais este site pode carregar. Você pode alterar isso a qualquer momento pelo link Configurações de cookies no rodapé da página.

Necessários

Lembra suas escolhas de cookies e acessibilidade neste navegador. Sempre ativo.

Permite o carregamento de ferramentas de medição de audiência, se o site as utilizar.

Permite carregar conteúdo de outros serviços, como publicações incorporadas de redes sociais. Esses serviços podem definir seus próprios cookies.

Este site exibe anúncios do Google AdSense. Com sua permissão, o Google pode usar cookies para mostrar anúncios de acordo com seus interesses. Sem ela, você verá anúncios não personalizados.

Acessibilidade

Tamanho do texto 100%

As configurações são salvas neste navegador.

Mundo

PPE pede fim do financiamento europeu a islamistas e medidas contra vínculos com a Irmandade Muçulmana

O grupo do Partido Popular Europeu, o maior do Parlamento Europeu, pediu em 8 de outubro de 2026 que recursos da UE não cheguem a pessoas e organizações islamistas. Também defendeu a inclusão de entidades ligadas à Irmandade Muçulmana na lista de terrorismo quando as regras permitirem. O Parlamento depois aprovou uma resolução sobre o tema, mas a votação não classifica automaticamente nenhuma organização nem congela seus bens.

Ilustração editorial de uma lupa sobre pastas de financiamento e documentos orçamentários, com assentos parlamentares azuis vazios ao fundo
Documentos de financiamento sob análise · Aviso

Verificar quem recebe antes de pagar

As exigências do PPE começam antes do pagamento de uma subvenção. Seu comunicado pede que a Comissão Europeia e os países membros verifiquem previamente os destinatários, identifiquem os beneficiários finais e reforcem as medidas contra o uso indevido dos recursos. A fiscalização deve esclarecer quem se beneficia e por meio de qual programa.

“O financiamento da UE nunca deve chegar a pessoas ou organizações ligadas a redes islamistas”, afirmou Tomáš Zdechovský, porta-voz do grupo para controle orçamentário. Ele também pediu a interrupção dos repasses quando as regras não forem cumpridas. O comunicado não identifica subvenções específicas, valores ou casos comprovados de transferências ilegais.

A distinção defendida pelo PPE

Céline Imart, a eurodeputada que coordena o trabalho do grupo nessa questão, apresentou a iniciativa como defesa da democracia e da liberdade religiosa. “Não se deve confundir o Islã como fé com o Islã político como ideologia”, disse antes da votação.

Seu pedido de inclusão de pessoas e organizações ligadas à Irmandade Muçulmana na lista de terrorismo traz uma condição jurídica expressa: as normas aplicáveis precisam permitir a medida. O texto não propõe sanções generalizadas a organizações muçulmanas nem estabelece que uma afinidade ideológica, por si só, seja suficiente para fundamentar uma classificação específica.

Uma resolução não gera sanções automáticas

O grupo Renew Europe confirmou que o Parlamento aprovou, em 8 de outubro de 2026, uma resolução sobre infiltração islamista e influência da rede da Irmandade Muçulmana. O grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus, favorável à iniciativa, informou 381 votos a favor, 167 contra e 15 abstenções.

O assunto, portanto, avançou além de um comunicado do PPE. Mas as demandas de um grupo político, a posição do Parlamento e uma inclusão juridicamente efetiva na lista pelo Conselho continuam sendo etapas diferentes. A votação não demonstra que uma subvenção tenha sido cancelada ou que os bens de alguma organização tenham sido congelados em decorrência dela.

O histórico da fiscalização dos recursos

O relatório 11/2025 do Tribunal de Contas Europeu identificou transparência insuficiente no financiamento de ONGs e falhas nas verificações preventivas sobre valores europeus. São conclusões sobre sistemas de controle, não provas de que dinheiro tenha chegado à Irmandade Muçulmana. Também não demonstram uma infração de determinado beneficiário.

O Ministério do Interior francês publicou seu relatório sobre a Irmandade Muçulmana e o islamismo político em 21 de maio de 2025. Essa avaliação nacional tampouco constituiu uma classificação europeia de terrorismo. Controles de financiamento e sanções dependem de seus próprios fundamentos e decisões.

A ligação com o Hamas e com Israel

O artigo 2 da carta do Hamas de 1988 descreve o movimento como um braço da Irmandade Muçulmana na Palestina. Esse vínculo histórico explícito, registrado em um documento da própria organização terrorista, explica a relevância para Israel. Não dispensa, porém, a necessidade de fundamentar separadamente uma medida contra outra organização.

Em 13 de janeiro de 2026, Washington anunciou classificações relacionadas ao terrorismo contra os ramos egípcio, jordaniano e libanês da Irmandade Muçulmana. O libanês foi classificado como organização terrorista estrangeira, além de receber sanções financeiras; os ramos do Egito e da Jordânia foram sancionados por apoiar o Hamas, segundo o Tesouro americano. Essas medidas não se tornam automaticamente parte do direito europeu.

As objeções e o próximo passo

O Renew Europe apoiou medidas e rejeitou o ódio contra muçulmanos. Uma declaração conjunta publicada pelo FEMYSO negou os vínculos atribuídos com a Irmandade e denunciou discriminação.

O marco europeu, baseado na Posição Comum 2001/931/PESC, exige uma decisão pertinente de autoridade competente sobre investigação, processo ou condenação relacionados a terrorismo. O Conselho precisa avaliar o fundamento e justificar a inclusão, sujeita a revisão judicial. As fontes consultadas não anunciaram data para uma medida desse tipo após o apelo. O teste prático será quais verificações e decisões amparadas juridicamente darão sequência à demanda política.

Voltar às últimas notícias