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Oriente Médio

Premiê do Catar chama 7 de outubro de massacre. Naquele dia, Doha culpou Israel pela escalada

O primeiro-ministro do Catar classificou o 7 de outubro como um massacre e defendeu a responsabilização dos envolvidos em uma entrevista a Piers Morgan publicada em 29 de setembro de 2026. No dia do ataque, a resposta de seu governo adotou outro enquadramento: atribuiu a Israel a «responsabilidade exclusiva pela escalada em curso».

Ilustração editorial de um microfone de estúdio, a bandeira do Catar e documentos de arquivo
Ilustração sobre as declarações do Catar; não é uma foto da entrevista. · Aviso

As duas declarações fazem parte do registro público. A condenação apoiada pelo Catar entre elas também.

O que disse o primeiro-ministro

O xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani disse a Morgan que o 7 de outubro deveria ser condenado. O relato do Jerusalem Post sobre a entrevista registra seu pedido de responsabilização e, ao mesmo tempo, seu argumento de que o ataque não justificava a resposta militar israelense que se seguiu em Gaza.

A resposta citada naquela reportagem não mencionou expressamente o Hamas. Isso não elimina a condenação, mas delimita o que foi dito. Tampouco foi a primeira ocasião documentada em que o Catar apoiou uma condenação dos ataques.

O comunicado de 7 de outubro

O texto do Ministério das Relações Exteriores continua disponível no site oficial, datado de 7 de outubro de 2023. Ele pede contenção a todas as partes e depois atribui a Israel toda a responsabilidade pela escalada, citando seu tratamento dos palestinos e os acontecimentos na mesquita de Al-Aqsa.

O Hamas não é mencionado. Também não aparecem os civis israelenses assassinados naquele dia nem as pessoas feitas reféns.

A precisão vale nos dois sentidos. Doha responsabilizou Israel pela escalada mais ampla. O documento não diz literalmente que Israel cometeu os assassinatos praticados pelo Hamas, e uma reportagem não deve substituir a formulação original por essa afirmação.

Julho de 2025 também entra na cronologia

A Declaração de Nova York, publicada em julho de 2025, condenou expressamente os ataques do Hamas contra civis em 7 de outubro. O Catar estava entre os copresidentes dos grupos de trabalho, e a cobertura da época o identificou entre os apoiadores da declaração.

O mesmo documento também condenou ações israelenses contra civis em Gaza. A crítica a Israel não impediu que o Hamas fosse citado. Por isso, a declaração importa na comparação com o comunicado anterior do ministério.

O que a comparação permite afirmar

Não é correto apresentar a entrevista de setembro de 2026 como a primeira condenação de Doha. Também não cabe atribuir retroativamente ao comunicado do dia do ataque o conteúdo da declaração posterior.

A diferença está no que o Catar disse em momentos distintos. Seu primeiro-ministro agora descreve um massacre e pede responsabilização. O comunicado de 7 de outubro preserva aquilo que o governo decidiu destacar naquele momento e aquilo que deixou de mencionar.

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