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Segurança e Defesa

Israel propõe verificações antecipadas das tripulações após análise na Knesset

A ministra dos Transportes, Miri Regev, pede controlos mais rigorosos antes dos voos para Israel. Segundo um relato de uma discussão parlamentar, 1.240 tripulantes de países sem relações diplomáticas com Israel entraram no país no último ano. As medidas continuam a ser propostas e dependem de decisões das autoridades competentes.

Ilustração de um avião de passageiros junto a um terminal com elementos de verificação documental
Avião junto ao terminal · Aviso

O número apresentado no Parlamento

O Ynet noticiou a 6 de outubro que o dado foi apresentado à subcomissão de informações e serviços secretos da Knesset, reunida após a tentativa de sequestro de um avião da Flydubai. Entre os tripulantes referidos estavam cidadãos sírios e libaneses.

O número diz respeito à entrada de profissionais provenientes de um conjunto de países. Não demonstra que essas pessoas tenham cometido infrações ou representado uma ameaça. A informação pública resulta da cobertura jornalística da reunião, e não de uma ata publicada.

Uma análise proposta 48 horas antes do voo

Segundo o Ynet, foi pedido ao Conselho de Segurança Nacional que elaborasse, com a Mossad e o Shin Bet, uma lista de países considerados de elevado risco. As listas de tripulantes desses países seriam enviadas para análise e aprovação de segurança 48 horas antes dos voos para Israel.

Regev pediu também medidas provisórias após uma investigação preliminar do seu ministério. As propostas incluem o envio antecipado dos nomes de passageiros e tripulantes de voos provenientes de destinos considerados uma ameaça à segurança. A ministra solicitou o início da aplicação no domingo, enquanto prossegue a investigação mais ampla.

O que falta decidir

As propostas ligariam os dados de imigração à análise de segurança da aviação. A Autoridade da População e Imigração forneceria informações relevantes dos passaportes à Divisão de Segurança do Ministério dos Transportes. Os serviços de informações fariam as avaliações solicitadas.

O pedido aborda ainda a identificação do organismo responsável pela análise das listas e os recursos necessários. Recolher nomes, avaliar riscos e autorizar um voo são etapas diferentes, pelo que a aplicação exige uma definição clara das responsabilidades.

A solicitação noticiada não confirma a entrada em vigor de uma nova obrigação geral. Também não estabelece um procedimento definitivo para os viajantes. As consequências práticas para companhias aéreas e passageiros dependerão das instruções que as autoridades responsáveis venham a emitir.

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