Uma reportagem do New York Times publicada em 25 de setembro acrescentou uma nova camada à disputa sobre um suposto aviso dos Emirados Árabes Unidos antes do ataque de 7 de outubro. A manchete afirmou que Benjamin Netanyahu “teria sido alertado” pelo líder emiradense sobre um ataque do Hamas. Mas o resumo indexado traz uma ressalva importante: o alerta alegado “não tinha detalhes específicos sobre a natureza de um ataque”.
Segundo as descrições disponíveis, duas fontes anônimas disseram que o presidente dos Emirados, Mohammed bin Zayed, transmitiu a Netanyahu informação de que o Hamas considerava uma grande operação. Uma fonte afirmou que não estava claro se se tratava de foguetes ou de uma incursão terrestre. O Times também informou, citando cinco ex-altos funcionários israelenses, que o suposto alerta não chegou aos chefes de segurança. Não aparecem data do ataque, rota de infiltração, plano de sequestros ou detalhes operacionais equivalentes.
Uma alegação anterior era parecida, mas não idêntica
No início de setembro, o Haaretz, com base em pesquisa para um livro de Shlomi Eldar e Ruti Yuval, afirmou que bin Zayed telefonou pessoalmente para Netanyahu cerca de dez dias antes de 7 de outubro e alertou sobre uma grande operação do Hamas. AP e outros veículos disseram não ter confirmado a história de forma independente. Uma fonte emiradense anônima depois disse ao Times of Israel que a ligação ocorreu.
Netanyahu e seu gabinete negam tanto a chamada quanto o alerta. Ele afirmou que uma revisão dos registros do Gabinete do Primeiro-Ministro não encontrou a ligação no período relevante e anunciou que pretende processar o Haaretz.
Por que a formulação importa
Um aviso geral de que o Hamas poderia estar considerando uma grande operação não equivale a conhecimento antecipado do ataque de 7 de outubro como ele ocorreu. Os relatos sustentam a existência de uma alegação disputada sobre um alerta estratégico, mas não provam que Netanyahu recebeu a data ou o plano operacional do ataque.