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Negócios e Tecnologia

OpenAI revela sete jornalistas fictícios por trás de quase 100 publicações sobre a guerra com o Irã

Sete identidades jornalísticas fictícias ajudaram uma operação de influência a publicar ou republicar quase 100 artigos sobre a guerra dos Estados Unidos com o Irã em cerca de uma dúzia de veículos digitais, anunciou a OpenAI em 8 de outubro de 2026. O ChatGPT auxiliou na revisão dos textos e das propostas editoriais. A empresa identificou contas com origem no Irã, mas não descobriu o operador.

Ilustração editorial de notebooks com modelos de artigos vazios e silhuetas de autores ligadas por linhas luminosas sobre uma mesa de redação
Assinaturas falsas, veículos reais · Aviso

Origem iraniana, sem patrocinador identificado

A OpenAI chamou a campanha de Bogus Bylines, uma referência às assinaturas falsas. Os operadores faziam pedidos em persa, produziam conteúdo em persa e inglês e usavam serviços de VPN para esconder sua localização. A empresa bloqueou o conjunto de contas e compartilhou informações com as autoridades competentes.

Segundo sua avaliação, a atividade parecia compatível com um agente comercial executando uma campanha de influência sob encomenda. A OpenAI, porém, não conseguiu identificar o responsável específico. O relatório não demonstrou que o governo iraniano ou outra instituição estatal tenha dirigido ou financiado a operação.

A referência a Israel aparece nos pedidos de comentários para redes sociais. Os usuários queriam apresentá-lo como aliado pouco confiável dos Estados Unidos, retratar Washington como agressor e o Irã como vítima desafiadora, mas resistente. Essas eram narrativas solicitadas pela campanha, não conclusões da OpenAI sobre a guerra.

Textos adaptados às exigências dos editores

Os operadores pediam ao ChatGPT que comparasse rascunhos em inglês com as regras de submissão de um veículo específico e sugerisse alterações. Depois de aprovar a revisão, solicitavam um e-mail para oferecer o artigo ao editor responsável.

O processo aproveitava canais editoriais existentes e a credibilidade aparente de colaboradores independentes. A OpenAI não afirmou que seus modelos escreveram todos os artigos nem que cada informação publicada fosse falsa. A descoberta se concentra nas identidades enganosas e na origem ocultada das contribuições.

As sete assinaturas eram Ervin B. Hoskins, Noah Lamington, Sophia Gonzalez, Michael Harrison, Ericka Feusier, Jenny Williams e Alice Johnson. Suas biografias os apresentavam como jornalistas ocidentais, geralmente americanos. No caso de Harrison, a empresa observou um pedido para produzir a própria biografia.

Perfis falsos em canais reais

Algumas identidades tinham contas de apoio nas redes sociais. Hoskins se descrevia como escritor independente americano, enquanto informações de transparência das plataformas apontavam para o Irã. Essa contradição integrava as evidências usadas pela OpenAI para relacionar os perfis à operação.

Os veículos eram pequenos ou médios e cobriam assuntos internacionais, geopolítica e Oriente Médio. O primeiro artigo identificado apareceu em julho de 2025 e o mais recente em outubro de 2026. A frequência das publicações aumentou depois do início do conflito.

O relatório fala tanto em cerca de uma dúzia de veículos quanto em mais de uma dúzia de publicações. O total de quase 100 inclui textos publicados ou distribuídos por sindicação, portanto não significa 100 artigos originais diferentes. Alguns veículos também promoveram as contribuições em suas próprias contas sociais.

Elogios coordenados, pouca reação

Além das propostas editoriais, os operadores geravam grupos de respostas em inglês e persa. Algumas elogiavam seus próprios artigos depois que os veículos os compartilhavam. A OpenAI também identificou pedidos para mais de duas dúzias de grupos de respostas hostis em persa a publicações da Iran International.

A empresa encontrou apenas parte dos comentários gerados. Os que localizou geralmente tinham números de um ou dois dígitos de curtidas, visualizações e respostas. Algumas curtidas vinham de contas vinculadas à própria operação.

A OpenAI classificou os comentários na Categoria 2 da escala Breakout, que tem seis categorias, e a publicação de artigos na Categoria 4. A segunda classificação indica distribuição recorrente por veículos de comunicação, sem comprovar quantas pessoas leram os textos ou mudaram de opinião.

O que continua desconhecido

Nos relatórios internos, os operadores contavam as visualizações dos posts originais aos quais respondiam como medida do próprio impacto. Segundo a OpenAI, isso exagerava a eficácia, porque não separava as visualizações das respostas daquelas geradas pela popularidade do post ou por outros fatores.

Ao avaliar operações de influência, essa distinção é fundamental. As identidades enganosas e a entrada em veículos reais estão documentadas; uma mudança mensurável na opinião pública não foi demonstrada. O relatório original não fornece a lista completa dos veículos nem um balanço dos artigos removidos. Operador, cliente e financiamento permanecem sem identificação.

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