Ir para o conteúdo

Escolha quais conteúdos opcionais este site pode carregar. Você pode alterar isso a qualquer momento pelo link Configurações de cookies no rodapé da página.

Necessários

Lembra suas escolhas de cookies e acessibilidade neste navegador. Sempre ativo.

Permite o carregamento de ferramentas de medição de audiência, se o site as utilizar.

Permite carregar conteúdo de outros serviços, como publicações incorporadas de redes sociais. Esses serviços podem definir seus próprios cookies.

Acessibilidade

Tamanho do texto 100%

As configurações são salvas neste navegador.

Mundo

Casal em Londres tenta recuperar para o filho apartamento alugado a refugiados sírios

Laura e Marcus Knight disponibilizaram em 2017 o seu apartamento de dois quartos em Tooting, no sul de Londres, para um programa britânico de reinstalação de refugiados. Agora querem que o filho de 19 anos viva no imóvel, mas a notificação entregue em abril, com saída prevista para agosto, não lhes devolveu a posse. Uma mudança nas regras de arrendamento em Inglaterra explica o impasse.

Rua residencial em Tooting, no sul de Londres
Imagem ilustrativa de uma rua residencial londrina. · Aviso

Uma família instalada desde 2018

Uma primeira família síria viveu no apartamento durante cerca de um ano. Em novembro de 2018 entrou outra, composta por um casal e o filho, que continua a morar ali. Segundo o The Times, numa reportagem publicada em 21 de setembro, os proprietários receberam um incentivo único de 2.000 libras. A renda mensal de 1.310 libras era financiada por um subsídio de habitação.

Zach, filho dos Knight, estuda na Guildhall School of Music and Drama. Os pais notificaram os inquilinos em 11 de abril ao abrigo da Section 21, estabelecendo 22 de agosto como data de saída. Zach esperava instalar-se no início do ano letivo, mas está temporariamente em casa de uma tia, segundo o jornal.

O que mudou na lei?

As alterações à legislação sobre os direitos dos inquilinos entraram em vigor em Inglaterra em 1 de maio de 2026. A orientação do governo estabelece que, para utilizar uma notificação anterior baseada na Section 21, era necessário iniciar o processo judicial até 31 de julho. Se a primeira data possível para iniciar esse processo fosse 1 de agosto ou posterior, a notificação deixava de poder fundamentar o pedido judicial de recuperação. A notificação dos Knight apontava para 22 de agosto.

O casal emitiu uma nova notificação ao abrigo da Section 8, que prevê, sob condições legais, a recuperação do imóvel para habitação do proprietário ou de um familiar. O The Times indica que o prazo termina em 22 de dezembro. O fim do prazo não transfere automaticamente a posse; se os inquilinos permanecerem, poderá ser preciso recorrer aos tribunais. Laura Knight disse que tinha entendido, por indicações anteriores da autarquia, que poderia recuperar o apartamento quando fosse necessário. O município de Wandsworth respondeu que as orientações antigas correspondiam à lei então em vigor e prometeu ajudar ambas as partes dentro das suas competências. A reportagem não incluiu a versão dos inquilinos.

O que envolve um processo judicial

As orientações do governo distinguem a entrega de uma notificação da obtenção de uma ordem judicial. O senhorio que recorre à secção 8 deve indicar um fundamento legal aplicável, respeitar o prazo exigido e apresentar provas ao tribunal se o inquilino permanecer. Documentos incompletos ou inexatos podem atrasar o processo ou levar à sua rejeição. Ser proprietário não elimina estes requisitos.

O inquilino também pode responder ao pedido. O tribunal analisa os documentos e o fundamento invocado antes de decidir. Se uma ordem for concedida e não for cumprida, a execução pode exigir outro passo. Por isso, a data inscrita numa notificação não garante o dia em que um familiar poderá mudar de casa.

Por que a sequência de datas importa

A particularidade do caso Knight é a coincidência de um plano habitacional familiar com uma mudança nas regras de recuperação do imóvel. O desejo declarado de alojar o filho explica o pedido dos proprietários. O procedimento legal determina como podem concretizá-lo, independentemente da motivação humanitária que esteve na origem do arrendamento.

Para acompanhar o caso, é necessário separar três momentos: o pedido de devolução do apartamento, o fim do novo prazo de notificação e uma eventual decisão judicial. A reportagem estabelece um conflito sobre a posse e o calendário. Não estabelece que um tribunal já tenha ordenado a saída dos inquilinos nem que os senhorios tenham perdido os seus direitos de propriedade.

Voltar às últimas notícias